CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 28 anos, cerca de 70kg, é trazida ao pronto atendimento com queimaduras de 2º. grau em face, tórax anterior, abdome anterior e todo o membro superior esquerdo e perna e pé esquerdos, por incêndio em seu domicílio. Há relatos que foi resgatada pelos bombeiros, mas inalou muita fumaça pois permaneceu muito tempo dentro da casa. Durante sua admissão, a paciente estava com nível de consciência rebaixado e foi observada queimaduras de víbices nasais e presença de fuligem na cavidade oral, associado a edema e hiperemia mucosa. Sua saturação de O2 à oximetria de pulso era 93%.Assinale a alternativa INCORRETA:
Queimaduras graves + lesão inalatória → intubação precoce e cálculo Parkland (4ml x kg x %SCQ) para hidratação.
Pacientes com queimaduras extensas e sinais de lesão inalatória têm alto risco de obstrução de vias aéreas, justificando intubação precoce. O cálculo do volume de fluidos para hidratação é feito pela fórmula de Parkland, que deve ser aplicada corretamente para evitar sub ou super-hidratação, sendo o Ringer Lactato o cristalóide de escolha.
Queimaduras graves são emergências médicas que exigem manejo rápido e eficaz. A avaliação inicial deve incluir a extensão e profundidade das queimaduras, bem como a presença de lesão inalatória, que é uma das principais causas de mortalidade. Sinais como queimaduras de face, víbices nasais, fuligem na orofaringe, rouquidão e rebaixamento do nível de consciência indicam a necessidade de intubação orotraqueal precoce para prevenir obstrução das vias aéreas. A hidratação volêmica é crucial para prevenir o choque hipovolêmico. A fórmula de Parkland (4 mL de cristaloides/kg/%SCQ nas primeiras 24 horas, com metade administrada nas primeiras 8 horas) é o padrão-ouro para estimar o volume necessário, preferencialmente com Ringer Lactato. É fundamental calcular corretamente a superfície corporal queimada (SCQ) usando a 'regra dos noves' ou a palma da mão do paciente. Além disso, a inalação de fumaça pode levar à intoxicação por monóxido de carbono (CO) e cianeto. A intoxicação por CO é diagnosticada pela dosagem de carboxihemoglobina e tratada com oxigenioterapia a 100%. A acidose mista pode ocorrer devido à hipóxia tecidual e à toxicidade do CO/cianeto. O manejo adequado dessas condições é vital para o prognóstico do paciente queimado.
Os critérios incluem queimaduras de face/pescoço, sinais de lesão inalatória (víbices nasais, fuligem na orofaringe, rouquidão, estridor), rebaixamento do nível de consciência, edema progressivo de vias aéreas e queimaduras extensas.
O volume é calculado pela fórmula de Parkland: 4 mL de cristaloides (preferencialmente Ringer Lactato) x peso (kg) x % da Superfície Corporal Queimada (SCQ). Metade desse volume deve ser administrada nas primeiras 8 horas e a outra metade nas 16 horas seguintes.
Os sinais incluem cefaleia, náuseas, tontura, confusão mental, coma e, classicamente, pele 'cereja' (embora rara). O diagnóstico é confirmado pela dosagem de carboxihemoglobina no sangue arterial.
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