UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
A incidência de queimaduras diminuiu nas últimas décadas, em virtude das medidas de prevenção. Crianças de até cinco anos pertencem ao grupo de maior risco, sendo os incêndios a principal causa de morte relacionada a queimaduras em crianças. Dentre as alternativas a seguir, indique aquela que está incorreta.
Queimaduras químicas → irrigar com água em temperatura ambiente (não gelada) por tempo prolongado.
No tratamento de queimaduras químicas, a irrigação deve ser feita com água em temperatura ambiente (ou soro fisiológico) e não com água gelada. A água gelada pode causar hipotermia, especialmente em queimaduras extensas, e vasoconstrição, dificultando a remoção da substância química e a dissipação do calor. O tempo de irrigação deve ser prolongado, no mínimo 30 minutos.
As queimaduras representam uma importante causa de morbimortalidade, especialmente em crianças, que são um grupo de alto risco. A prevenção é a melhor estratégia, mas o manejo adequado em caso de ocorrência é crucial. O tratamento inicial visa interromper o processo de queimadura, aliviar a dor, prevenir infecções e iniciar a ressuscitação hídrica quando indicada. No caso específico de queimaduras químicas, a remoção imediata da substância e a irrigação abundante da área afetada são as prioridades. É fundamental que a irrigação seja feita com água em temperatura ambiente (ou soro fisiológico), e não água gelada. A água gelada pode causar vasoconstrição, dificultando a remoção da substância e a dissipação do calor, além de aumentar o risco de hipotermia, uma complicação grave em pacientes queimados, especialmente crianças. A irrigação deve ser mantida por um período prolongado, geralmente 30 minutos ou mais. Outros pontos importantes no manejo de queimaduras incluem a avaliação da necessidade de imunização antitetânica, a ressuscitação hídrica em queimaduras extensas (com a fórmula de Parkland), a identificação de sinais de maus-tratos (como queimaduras por cigarro ou de imersão com limites definidos) e a indicação de hospitalização para casos mais graves, como queimaduras elétricas, químicas ou de 2º grau > 10% da SCQ em crianças. O conhecimento desses princípios é vital para a prática clínica e para as provas de residência.
A conduta inicial é remover imediatamente a substância química da pele e irrigar a área afetada com grande quantidade de água corrente em temperatura ambiente (ou soro fisiológico) por pelo menos 30 minutos, ou até a remoção completa da substância, se possível.
A água gelada pode induzir vasoconstrição, o que pode dificultar a remoção da substância química e a dissipação do calor. Além disso, em queimaduras extensas, o uso de água gelada aumenta o risco de hipotermia, uma complicação grave em pacientes queimados.
Crianças com queimaduras elétricas ou químicas, queimaduras de 2º grau que acometem mais de 10% da superfície corpórea, queimaduras de 3º grau, queimaduras em áreas críticas (face, mãos, pés, genitália, períneo, grandes articulações) ou com suspeita de maus-tratos devem ser hospitalizadas.
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