UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Quando se fala em queimaduras na população pediátrica, é correto afirmar que:
Líquidos quentes são a principal causa de queimaduras em crianças; analgesia adequada é crucial.
Em queimaduras pediátricas, líquidos quentes (escaldaduras) são o agente etiológico mais comum, especialmente em crianças pequenas. A analgesia é fundamental e deve ser realizada com opióides, se necessário, para controle da dor intensa, sem risco de rabdomiólise por essa medicação. A fórmula de Parkland tem adaptações para crianças e a antibioticoterapia profilática não é rotina.
Queimaduras na população pediátrica representam um grave problema de saúde pública, sendo uma das principais causas de morbimortalidade e sequelas em crianças. A epidemiologia mostra que líquidos quentes (escaldaduras) são o agente etiológico mais comum, especialmente em crianças menores de 5 anos, seguidos por contato com fogo e eletricidade. A extensão, profundidade, localização e idade da criança são fatores cruciais que influenciam o prognóstico e a necessidade de internação em centro de queimados. O manejo inicial de uma criança queimada envolve a avaliação da via aérea, respiração e circulação (ABC), controle da dor e reposição volêmica. A analgesia é um pilar fundamental e deve ser potente, frequentemente com opióides, para aliviar o sofrimento da criança. A reposição volêmica é calculada pela fórmula de Parkland, mas com a adição de fluidos de manutenção para crianças, e o volume total é administrado em 24 horas, não em 8. A antibioticoterapia profilática não é recomendada de rotina em grandes queimados, pois pode selecionar germes resistentes e mascarar infecções. O uso de antibióticos deve ser reservado para infecções confirmadas ou com alta suspeita clínica, guiado por culturas. A prevenção de queimaduras é a melhor estratégia, com educação e medidas de segurança doméstica.
A principal causa de queimaduras na população pediátrica são os líquidos quentes (escaldaduras), especialmente em crianças menores, devido à sua curiosidade e menor capacidade de reação a acidentes domésticos, que frequentemente ocorrem no ambiente doméstico.
A analgesia em crianças queimadas deve ser agressiva e adequada à intensidade da dor, frequentemente requerendo o uso de opióides (como morfina ou fentanil) por via intravenosa, ajustados ao peso e idade, para garantir conforto e cooperação durante o tratamento.
Não, a fórmula de Parkland para reposição volêmica em crianças é adaptada. Além do volume calculado pela fórmula (4 mL/kg/%SCQ), é necessário adicionar um volume de manutenção basal, e a administração é feita em 24 horas, com metade nas primeiras 8 horas e a outra metade nas 16 horas seguintes.
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