SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Sobre a abordagem de queimaduras em pacientes pediátricos é incorreto afirmar:
Antibioticoprofilaxia sistêmica NÃO é rotina em queimaduras pediátricas graves; ↑ risco de resistência.
A antibioticoprofilaxia sistêmica não é recomendada de rotina em queimaduras graves pediátricas, pois não previne infecção e pode selecionar cepas resistentes. O foco deve ser na limpeza rigorosa da ferida, desbridamento e uso de antimicrobianos tópicos, reservando antibióticos sistêmicos para infecções confirmadas ou suspeita de sepse.
As queimaduras em pacientes pediátricos são uma causa significativa de morbidade e mortalidade, exigindo uma abordagem especializada. A lesão inalatória é uma complicação grave que aumenta exponencialmente a mortalidade e deve ser prontamente suspeitada em casos de queimaduras de face, pescoço ou ocorrência em ambientes fechados, necessitando de avaliação e manejo das vias aéreas. A sepse é, de fato, uma das principais causas de morte em crianças queimadas, mas a antibioticoprofilaxia sistêmica de rotina não é indicada. Essa prática não previne infecção e pode levar ao desenvolvimento de resistência bacteriana. O manejo adequado inclui limpeza da ferida, desbridamento, uso de antimicrobianos tópicos e, se houver sinais de infecção sistêmica ou sepse, a coleta de culturas e o início de antibioticoterapia direcionada. A reposição hídrica é uma medida vital nas primeiras horas para prevenir o choque hipovolêmico, uma causa precoce de mortalidade. A fórmula de Parkland é comumente utilizada, com ajustes para crianças. É importante lembrar que, nas primeiras 24 horas, o potássio não deve ser adicionado à hidratação devido à liberação celular massiva e ao risco de hipercalemia, especialmente em pacientes com acidose. A hospitalização é indicada para queimaduras extensas, lesão inalatória, queimaduras elétricas ou em pacientes com comorbidades.
A lesão inalatória deve ser suspeitada em caso de queimadura de face, pescoço, vibrissas nasais queimadas, escarro carbonáceo, rouquidão ou ocorrência do incêndio em local fechado. É crucial, pois aumenta drasticamente a mortalidade e exige manejo prioritário das vias aéreas.
A antibioticoprofilaxia sistêmica não previne infecções em queimaduras e pode selecionar cepas bacterianas resistentes. O tratamento deve ser direcionado para infecções confirmadas, com foco na limpeza da ferida e antimicrobianos tópicos.
A reposição hídrica adequada é vital nas primeiras 24 horas para prevenir choque hipovolêmico, uma causa precoce de morte. O potássio não deve ser ofertado inicialmente, pois há alta liberação celular devido à lesão, com risco de hipercalemia, especialmente na presença de acidose.
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