SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025
A queimadura é um ferimento da pele ou do tecido profundo, causado primariamente por calor, radiação, radioatividade, eletricidade, fricção ou contato com substâncias químicas ácidas ou básicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, as queimaduras estão entre as causas mais frequentes de anos de vida perdidos ajustados por incapacidade. Estima-se que aproximadamente 180 mil mortes anuais ocorram no mundo por queimaduras graves, e que pelo menos 10 milhões de pessoas sofram queimaduras não letais por ano. A profundidade da queimadura costuma ser de difícil determinação, mas crucial para um bom desfecho clínico. Assinale a alternativa que descreve uma queimadura de espessura total (terceiro grau):
Queimadura de 3º grau (espessura total) = Lesão seca, inelástica, esbranquiçada ou carbonizada e INDOLOR por destruição das terminações nervosas.
A principal característica que diferencia a queimadura de terceiro grau (espessura total) das de segundo grau (espessura parcial) é a destruição completa da derme e de suas terminações nervosas, resultando em uma área anestesiada (indolor) e com aspecto coriáceo.
A classificação da profundidade da queimadura é essencial para determinar o tratamento e o prognóstico do paciente. As queimaduras são classificadas em primeiro, segundo, terceiro e quarto graus, dependendo das camadas de tecido acometidas. A avaliação clínica precisa é um pilar no manejo inicial do paciente queimado. A queimadura de terceiro grau, ou de espessura total, envolve a destruição completa da epiderme e da derme, incluindo seus anexos (folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas) e terminações nervosas. Fisiopatologicamente, a necrose de coagulação atinge toda a espessura da pele, o que explica as características clínicas marcantes. A destruição dos nociceptores torna a área central da lesão insensível à dor, um sinal diagnóstico chave. Clinicamente, a lesão de terceiro grau apresenta-se como uma escara seca, dura, inelástica e com aspecto de couro (coriácea). A coloração pode variar de branco-nacarado a marrom escuro ou preto (carbonização). Um sinal patognomônico é a visualização de vasos dérmicos trombosados através da escara. O tratamento para essas lesões é invariavelmente cirúrgico, com desbridamento (escarectomia) e enxertia de pele, pois não há capacidade de reepitelização espontânea.
Os sinais incluem pele com aspecto de couro (coriácea), seca, inelástica, de coloração esbranquiçada, amarronzada ou carbonizada. Caracteristicamente, a área é indolor ao toque e não há formação de bolhas. Vasos trombosados podem ser visíveis por transparência.
A conduta segue o ABCDE do trauma. É crucial interromper o processo da queimadura, remover roupas e avaliar a extensão da área queimada (Regra dos Nove). A reposição volêmica com a Fórmula de Parkland é vital em grandes queimados para prevenir o choque hipovolêmico.
A de 2º grau profunda pode ter fundo esbranquiçado, mas geralmente preserva alguma sensibilidade dolorosa e tem enchimento capilar lento ou ausente. A de 3º grau é completamente insensível e não tem enchimento capilar. A presença de vasos trombosados visíveis é um forte indicativo de 3º grau.
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