CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Em relação ao tratamento das queimaduras oculares por substâncias químicas, é correto afirmar:
Queimadura ocular grave → ↓ Ascorbato no aquoso → Defeito na síntese de colágeno → Risco de perfuração.
O ascorbato (vitamina C) é essencial na fase aguda das queimaduras oculares para prevenir a colagenólise e promover a reparação estromal.
As queimaduras químicas são emergências oftalmológicas que requerem irrigação imediata e profusa. Após a estabilização do pH, o manejo foca em controlar a inflamação e promover a reepitelização. A isquemia límbica (identificada pela palidez da conjuntiva perilímbica) é um marcador de gravidade, indicando perda de células-tronco e risco de falência da superfície ocular. O uso de ascorbato, citrato e inibidores de MMPs compõe a terapia médica avançada para preservar a integridade do globo ocular.
Substâncias químicas, especialmente álcalis, destroem o epitélio ciliar, reduzindo drasticamente os níveis de ascorbato no humor aquoso. Como o ascorbato é um cofator essencial para a hidroxilação da prolina e lisina na síntese de colágeno, sua reposição (tópica a 10% ou sistêmica) é vital para prevenir o derretimento estromal (melting) e a perfuração.
A doxiciclina e outras tetraciclinas são usadas não pelo seu efeito antibiótico, mas por serem potentes inibidores das metaloproteinases de matriz (MMPs). Nas queimaduras, as MMPs liberadas por células inflamatórias degradam o colágeno corneano; a doxiciclina ajuda a frear esse processo de colagenólise.
O citrato de sódio atua quelando o cálcio, o que impede a ativação e degranulação de neutrófilos (polimorfonucleares) no local da lesão. Isso reduz a liberação de enzimas proteolíticas e radicais livres, protegendo o estroma corneano durante a fase inflamatória aguda.
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