HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Um paciente com 23 anos chega ao Serviço de Urgência com queimadura química no membro superior direito, tendo como agente etiológico um ácido. A PRIMEIRA conduta, nesse caso, é:
Queimadura química (ácido/base) → lavagem abundante com água corrente por > 20-30 min.
Em queimaduras químicas, a primeira e mais crucial conduta é a irrigação abundante do local com água corrente por um período prolongado (mínimo de 20 a 30 minutos). Isso visa diluir e remover o agente químico, minimizando a profundidade e extensão da lesão tecidual, sendo mais importante que a neutralização específica inicial.
Queimaduras químicas são lesões teciduais causadas pelo contato com substâncias corrosivas, como ácidos, bases, solventes ou agentes oxidantes. Elas representam uma parcela significativa das emergências em pronto-socorro e podem causar danos graves e profundos, dependendo do tipo de agente, concentração, tempo de exposição e área corporal afetada. A rapidez e adequação dos primeiros socorros são cruciais para minimizar a morbidade. A fisiopatologia das queimaduras químicas envolve a desnaturação de proteínas, saponificação de gorduras e necrose tecidual. A ação do agente químico continua enquanto ele estiver em contato com a pele. Por isso, a remoção imediata é imperativa. A irrigação com água corrente é o método mais eficaz e seguro para diluir o agente, reduzir sua concentração e lavá-lo da superfície da pele, interrompendo o processo de lesão. Após a irrigação inicial, o paciente deve ser transportado para um serviço de emergência para avaliação e tratamento definitivo. O manejo subsequente inclui analgesia, limpeza da ferida, desbridamento de tecido necrótico e cobertura com curativos apropriados, como sulfadiazina de prata. A neutralização específica é raramente indicada e deve ser feita com cautela, apenas em ambientes controlados e para agentes específicos, pois pode gerar calor e piorar a lesão.
A conduta inicial mais importante é a irrigação abundante e contínua do local afetado com água corrente por, no mínimo, 20 a 30 minutos, para diluir e remover o agente químico.
Tentar neutralizar o agente químico pode gerar uma reação exotérmica, liberando calor e potencialmente agravando a lesão tecidual, além de atrasar a remoção mecânica do agente.
O objetivo principal é diluir a concentração do agente químico na pele e removê-lo fisicamente, minimizando o tempo de contato e, consequentemente, a profundidade e extensão da lesão.
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