CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Com relação às queimaduras oculares, é correto afirmar que:
Queimadura química ocular → Irrigação imediata e abundante (água ou soro) é a prioridade absoluta.
O tratamento imediato mais eficaz para qualquer queimadura química ocular é a irrigação copiosa para remover o agente e normalizar o pH, independentemente da natureza da substância.
Queimaduras químicas são verdadeiras emergências oftalmológicas onde o prognóstico depende diretamente do tempo entre a exposição e a irrigação. O objetivo é a diluição mecânica. Clinicamente, avalia-se a gravidade pela extensão da isquemia limbar (classificação de Roper-Hall). A isquemia indica dano às células-tronco limbares, essenciais para a regeneração do epitélio corneano. O manejo hospitalar inclui desbridamento de partículas (especialmente em queimaduras por cal), uso de antibióticos tópicos, corticoides (com cautela após 10 dias) e ascorbato para auxiliar a síntese de colágeno.
Substâncias alcalinas (como cal e amônia) sofrem saponificação dos ácidos graxos das membranas celulares, permitindo uma penetração profunda e rápida nos tecidos oculares e na câmara anterior. Ácidos tendem a coagular proteínas superficiais, criando uma barreira que limita a penetração.
Imediatamente, no local do acidente. Cada segundo conta para minimizar o dano permanente à córnea e ao limbo. A lavagem deve ser contínua por pelo menos 15-30 minutos ou até a estabilização do pH.
Sim. Na ausência de soro fisiológico ou soluções balanceadas, a água corrente é a melhor opção imediata. O volume e a rapidez da irrigação são mais importantes do que a esterilidade do líquido no primeiro momento.
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