Queimadura Elétrica: Arritmias Cardíacas e Monitoramento

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente com lesão por queimadura elétrica requer monitoramento cardíaco. Qual das seguintes arritmias cardíacas é comumente associada a essas queimaduras por baixa voltagem?

Alternativas

  1. A) Taquicardia ventricular;
  2. B) Fibrilação ventricular;
  3. C) Assistolia;
  4. D) Bradicardia sinusal.

Pérola Clínica

Queimadura elétrica por baixa voltagem → Risco elevado de Fibrilação Ventricular (FV). Monitoramento cardíaco é essencial.

Resumo-Chave

A corrente elétrica de baixa voltagem, especialmente a alternada (AC), é particularmente perigosa para o coração. Ela pode induzir fibrilação ventricular (FV) se passar pelo miocárdio durante o período vulnerável do ciclo cardíaco (onda T), levando a uma arritmia letal. Por isso, o monitoramento cardíaco é mandatório em pacientes com queimaduras elétricas.

Contexto Educacional

As queimaduras elétricas são lesões complexas que podem causar danos extensos, tanto externos quanto internos, e são frequentemente associadas a altas taxas de morbidade e mortalidade. A gravidade da lesão depende de fatores como tipo de corrente (alternada ou contínua), voltagem, amperagem, duração do contato, caminho da corrente através do corpo e resistência dos tecidos. O coração é particularmente vulnerável aos efeitos da corrente elétrica. A fisiopatologia das arritmias cardíacas em queimaduras elétricas envolve a interrupção direta da atividade elétrica miocárdica. A corrente alternada (AC) de baixa voltagem (geralmente < 1000V) é classicamente associada à indução de fibrilação ventricular (FV), que é uma arritmia letal. Isso ocorre porque a AC pode causar tetania muscular, prolongando o contato com a fonte e aumentando a chance de a corrente passar pelo coração durante seu período vulnerável. Correntes de alta voltagem (> 1000V) são mais propensas a causar assistolia ou lesão miocárdica direta. O monitoramento cardíaco contínuo é mandatório para todos os pacientes com queimaduras elétricas, independentemente da extensão das lesões cutâneas, pois o dano miocárdico pode ser subclínico. Um eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações deve ser realizado na admissão e repetido conforme a necessidade. O tratamento das arritmias segue os protocolos de suporte avançado de vida em cardiologia (ACLS). Além do manejo cardíaco, o tratamento de queimaduras elétricas inclui avaliação de lesões de tecidos profundos, rabdomiólise, lesões neurológicas e renais, exigindo uma abordagem multidisciplinar.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais efeitos cardíacos de uma queimadura elétrica?

Os efeitos cardíacos de uma queimadura elétrica podem variar de arritmias benignas a letais, como fibrilação ventricular e assistolia. Também podem ocorrer lesão miocárdica direta, infarto do miocárdio, disfunção ventricular e alterações eletrocardiográficas inespecíficas.

Por que a fibrilação ventricular é comum em choques por baixa voltagem?

A corrente alternada (AC) de baixa voltagem é particularmente perigosa porque pode induzir tetania muscular, impedindo a vítima de se soltar da fonte. Se a corrente passar pelo coração durante a fase de repolarização ventricular (onda T), pode desencadear a fibrilação ventricular, uma arritmia caótica e letal.

Qual a conduta inicial para um paciente com queimadura elétrica e suspeita de arritmia?

A conduta inicial inclui a segurança da cena, interrupção da fonte elétrica, avaliação do ABC (vias aéreas, respiração, circulação) e início imediato de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) se necessário. Todos os pacientes com queimadura elétrica devem ser monitorados continuamente com ECG devido ao alto risco de arritmias, mesmo que inicialmente assintomáticos.

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