PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
Homem de 18 anos sobe em um poste para recuperar a pipa de seu irmão mais novo. Uma faísca elétrica salta do fio para a fivela de metal do cinto e queima sua parede abdominal, derrubando-o no chão. Qual das alternativas a seguir deve orientar o tratamento deste paciente?
Queimaduras elétricas → lesões internas extensas, avaliar fraturas e lesões viscerais, subestimar lesão cutânea é erro.
Queimaduras elétricas são enganosas; a lesão externa visível é apenas a 'ponta do iceberg'. A corrente elétrica causa dano tecidual profundo ao longo de seu trajeto, resultando em necrose muscular extensa, rabdomiólise, lesões de órgãos internos e fraturas devido a contrações musculares violentas ou quedas.
As queimaduras elétricas representam um tipo particular de trauma com características distintas e frequentemente subestimadas. A corrente elétrica, ao atravessar o corpo, gera calor e causa necrose tecidual profunda ao longo de seu trajeto, afetando músculos, nervos, vasos sanguíneos e órgãos internos, mesmo que a lesão cutânea de entrada e saída seja pequena. Diferentemente das queimaduras térmicas, onde a extensão da superfície corporal queimada (SCQ) é um bom indicador da gravidade, nas queimaduras elétricas, a SCQ visível pode não refletir a real extensão do dano. Complicações como rabdomiólise, arritmias cardíacas, lesões neurológicas e lesões viscerais são comuns. Além disso, as contrações musculares violentas induzidas pela corrente elétrica ou a queda resultante podem causar fraturas ósseas, exigindo uma investigação ortopédica. A avaliação de um paciente com queimadura elétrica deve ser abrangente, incluindo a busca ativa por fraturas de extremidades e lesões viscerais, além do monitoramento cardíaco e da função renal para prevenir e tratar a rabdomiólise. A reposição volêmica deve ser generosa e guiada pela diurese, e a fasciotomia pode ser necessária para aliviar síndromes compartimentais. Residentes devem estar cientes da complexidade e da gravidade oculta dessas lesões para um manejo adequado.
As queimaduras elétricas causam lesões profundas e extensas nos tecidos internos ao longo do trajeto da corrente, que podem não ser visíveis externamente, diferentemente das queimaduras térmicas que tendem a ser mais superficiais e localizadas.
As principais complicações incluem rabdomiólise (com risco de insuficiência renal aguda), arritmias cardíacas, lesões neurológicas, fraturas ósseas (por contração muscular ou queda) e lesões viscerais.
A reposição volêmica em queimaduras elétricas é frequentemente maior do que a calculada pela fórmula de Parkland para queimaduras térmicas, devido à extensa necrose muscular e rabdomiólise, que exigem maior volume para manter a perfusão renal e prevenir insuficiência renal.
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