IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
Um homem vítima de queimadura circunferencial de 2°. e 3°. graus na perna direita, desde o joelho até o tornozelo, apresenta dor, formigamento, dormência e edema no pé direto após 5 dias de tratamento em unidade de referência. Diante do quadro, qual é a conduta mais adequada?
Queimadura circunferencial + sinais de isquemia distal (dor, parestesia, edema) = Síndrome Compartimental → Escarotomia URGENTE.
Queimaduras de espessura total (3º grau) e algumas de 2º grau profundas podem formar uma escara rígida e inelástica. Quando essa queimadura é circunferencial, ela pode atuar como um garrote, levando à síndrome compartimental com comprometimento vascular e neurológico distal, exigindo escarotomia de emergência para descompressão.
Queimaduras circunferenciais de 2º grau profundo ou 3º grau representam um risco significativo de desenvolvimento de síndrome compartimental. A escara rígida e inelástica formada pela queimadura, combinada com o edema tecidual progressivo, pode atuar como um garrote, comprometendo a circulação sanguínea e a inervação distal ao local da lesão. A perna é uma das regiões mais suscetíveis a essa complicação. O quadro clínico de síndrome compartimental é caracterizado por dor intensa e desproporcional, parestesia (formigamento, dormência), edema progressivo e, em casos avançados, diminuição ou ausência de pulsos distais. A suspeita clínica é crucial, pois a demora no diagnóstico e tratamento pode levar a isquemia irreversível, necrose tecidual, perda de função e até amputação do membro. A monitorização da pressão intracompartimental pode ser útil, mas a decisão clínica é primordial. A conduta mais adequada diante da suspeita de síndrome compartimental em uma queimadura circunferencial é a escarotomia de emergência. Este procedimento consiste em incisões longitudinais na escara, geralmente nas faces medial e lateral do membro, para liberar a pressão e restaurar a perfusão. É um procedimento salvador de membro que deve ser realizado prontamente por um profissional experiente em ambiente hospitalar, sendo uma prioridade no manejo de queimados.
Os sinais e sintomas incluem dor intensa e desproporcional à queimadura, parestesia (formigamento, dormência), palidez, diminuição ou ausência de pulsos distais, e edema progressivo do membro afetado.
A escarotomia é a incisão da escara rígida da queimadura para liberar a pressão constritiva, restaurando a perfusão sanguínea e prevenindo a isquemia e necrose dos tecidos distais, além de danos nervosos.
A escarotomia é a incisão da escara da queimadura, enquanto a fasciotomia é a incisão da fáscia muscular. A fasciotomia é realizada quando a síndrome compartimental envolve os compartimentos musculares profundos e a escarotomia não é suficiente.
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