UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023
Um homem de 85 anos apresenta história de quedas recorrentes nos últimos 6 meses (foram relatadas 5 quedas com intervalos de 1 mês), sem complicações clínicas. HPP:HAS e ansiedade em tratamento regular e acompanhamento médico. Com relação à instabilidade postural e às quedas, podemos afirmar corretamente que
Quedas recorrentes em idosos → Investigar fatores intrínsecos (medicamentos, comorbidades) e extrínsecos (ambientais).
Em idosos, quedas recorrentes são um sinal de alerta importante, mesmo sem lesões graves. A avaliação deve ser multifatorial, incluindo revisão de medicamentos (anti-hipertensivos, ansiolíticos podem causar hipotensão ou sedação), comorbidades e, crucialmente, a segurança do ambiente domiciliar para prevenir futuros eventos.
As quedas em idosos representam um grave problema de saúde pública, sendo a principal causa de lesões, incapacidade e morte acidental nessa população. A prevalência aumenta com a idade, e as consequências vão desde lesões leves até fraturas graves (fêmur, punho, vértebras), traumatismo cranioencefálico e síndrome pós-queda, que leva ao medo de cair e restrição de atividades. É fundamental que médicos e profissionais de saúde estejam aptos a identificar e intervir nos fatores de risco. A fisiopatologia das quedas é complexa e multifatorial, envolvendo a interação de fatores intrínsecos (relacionados ao indivíduo, como alterações da marcha e equilíbrio, fraqueza muscular, déficits visuais e auditivos, doenças neurológicas, cardiovasculares e osteoarticulares, além da polifarmácia) e extrínsecos (relacionados ao ambiente, como obstáculos, iluminação deficiente, pisos escorregadios). O diagnóstico e a avaliação devem incluir uma anamnese detalhada sobre as quedas (frequência, circunstâncias), exame físico completo com testes de equilíbrio e marcha, e revisão da medicação. O tratamento e a prevenção das quedas são baseados na identificação e modificação dos fatores de risco. Isso inclui a revisão e otimização da farmacoterapia, tratamento de comorbidades, exercícios para fortalecimento muscular e equilíbrio, uso de dispositivos de assistência (bengalas, andadores) e, crucialmente, a adaptação do ambiente domiciliar. A educação do paciente e familiares sobre os riscos e medidas preventivas é um pilar essencial para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida do idoso.
Os fatores de risco para quedas em idosos são multifatoriais, incluindo intrínsecos (doenças crônicas, polifarmácia, alterações sensoriais, cognitivas e de marcha) e extrínsecos (ambiente domiciliar inadequado, calçados).
Medicamentos como anti-hipertensivos, ansiolíticos, sedativos e diuréticos podem causar hipotensão ortostática, tontura, sedação ou desequilíbrio, aumentando significativamente o risco de quedas.
A avaliação do ambiente domiciliar é crucial para identificar e modificar riscos como pisos escorregadios, tapetes soltos, iluminação inadequada e ausência de barras de apoio, que são causas comuns de quedas.
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