IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
As quedas, embora não sejam um evento normal do envelhecimento, são comuns em idosos. Em geral a causa em idosos é multifatorial e sempre que possível deve-se diferenciar as quedas mecânicas de outras causas associadas a perda de consciência. Qual das afirmativas abaixo é INCORRETA:
Deficiência cognitiva ↑ risco de quedas em idosos, não o contrário.
A deficiência cognitiva é um fator de risco bem estabelecido para quedas em idosos, pois afeta o julgamento, a atenção, a memória e a capacidade de reação, comprometendo a segurança e a coordenação motora.
As quedas são um problema de saúde pública significativo na população idosa, não sendo um evento normal do envelhecimento, mas sim um marcador de fragilidade. Elas são multifatoriais, resultando da interação de fatores intrínsecos (relacionados ao indivíduo) e extrínsecos (ambientais). As consequências podem variar de lesões leves a fraturas graves, hospitalização, perda de independência e até morte, além de gerar um medo de cair que restringe a mobilidade. Entre os fatores de risco intrínsecos, destacam-se a polifarmácia (uso de cinco ou mais medicamentos), distúrbios da marcha e equilíbrio, fraqueza muscular, deficiências visuais e auditivas, hipotensão ortostática e doenças crônicas como Parkinson, osteoartrite e diabetes. A deficiência cognitiva é um fator de risco crucial, pois compromete a atenção, o julgamento, a memória e a capacidade de processar informações ambientais, dificultando a percepção de perigos e a reação a desequilíbrios. A prevenção de quedas envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo revisão da medicação (desprescrição), exercícios para força e equilíbrio, adaptações ambientais, tratamento de doenças subjacentes e avaliação da função cognitiva. É fundamental diferenciar quedas mecânicas de outras causas associadas à perda de consciência, como síncope, para um manejo adequado. Pacientes institucionalizados e aqueles com doenças neurológicas como Parkinson apresentam risco particularmente elevado.
Os principais fatores incluem polifarmácia, distúrbios da marcha e equilíbrio, fraqueza muscular, deficiência visual, hipotensão ortostática, doenças neurológicas como Parkinson e deficiência cognitiva.
A polifarmácia, especialmente o uso de múltiplos medicamentos psicotrópicos, sedativos, anti-hipertensivos e diuréticos, pode causar tontura, sonolência, hipotensão e alterações do equilíbrio, aumentando o risco de quedas.
Sim, pacientes institucionalizados frequentemente apresentam maior fragilidade, múltiplas comorbidades, deficiências cognitivas e funcionais, além de maior exposição a ambientes com barreiras, o que eleva significativamente o risco de quedas.
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