PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
Paciente, 15 anos de idade, sexo feminino, veio ao ambulatório queixando-se de choro frequente e sentimento de tristeza há três meses. Perdeu o interesse de estar com os amigos e prefere estar sozinha no seu quarto. Confessou que, às vezes, tem o sentimento de que a vida não vale a pena, desejando que tudo acabe logo. Relata pensamentos de autoextermínio. No exame físico, há lesões lineares nos braços e, quando interrogada, contou que, às vezes, se corta para aliviar a dor psíquica intensa. De acordo com as informações, qual deve ser a conduta médica?
Adolescente com risco de autoextermínio → Quebra de sigilo aos pais é obrigatória para proteção e manejo multidisciplinar.
Em casos de risco iminente à vida, como ideação suicida e automutilação em adolescentes, o sigilo médico pode ser quebrado para envolver os responsáveis legais, visando a proteção do paciente e a busca por tratamento adequado em psiquiatria e psicologia. A comunicação deve ser feita de forma cuidadosa, explicando a necessidade da intervenção familiar.
A ideação suicida e a automutilação em adolescentes são emergências psiquiátricas que exigem atenção imediata. A prevalência de transtornos mentais na adolescência tem aumentado, e o reconhecimento precoce desses sinais é fundamental para a prevenção de desfechos graves. A abordagem inicial deve focar na segurança do paciente e na avaliação do grau de risco. O diagnóstico baseia-se na história clínica, com a identificação de sentimentos de desesperança, tristeza profunda, isolamento e, por vezes, verbalização de desejos de morte ou autoextermínio. A presença de lesões de automutilação corrobora o sofrimento psíquico intenso. É crucial avaliar o grau de risco e o planejamento suicida para determinar a urgência da intervenção. A conduta médica prioritária é garantir a segurança do paciente. Em casos de risco iminente à vida, a quebra de sigilo para informar os pais ou responsáveis é eticamente justificada e obrigatória, visando a proteção do adolescente. O encaminhamento urgente para avaliação psiquiátrica e acompanhamento psicológico é indispensável para o manejo e tratamento adequados, que podem incluir terapia e, se necessário, medicação.
Sinais incluem tristeza persistente, perda de interesse em atividades, isolamento social, alterações de sono/apetite, falas sobre morte ou desesperança, e automutilação. A verbalização de desejos de autoextermínio é um sinal de alerta crítico.
O sigilo pode e deve ser quebrado quando há risco iminente à vida do paciente ou de terceiros, como em casos de ideação suicida, automutilação grave ou abuso. A prioridade é a segurança e proteção do adolescente.
O encaminhamento para psiquiatria e psicologia é crucial para avaliação aprofundada, tratamento medicamentoso se necessário, e terapia, oferecendo suporte integral ao adolescente e à família. A abordagem conjunta otimiza o cuidado e a recuperação.
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