Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
No acompanhamento de uma parturiente:
Trabalho de parto moroso ou taquitócico → ↑ risco de complicações no 4º período (HPP).
O trabalho de parto, seja ele prolongado (moroso) ou excessivamente rápido (taquitócico), pode predispor a complicações no quarto período do parto, principalmente a hemorragia pós-parto, devido à disfunção da contratilidade uterina.
O acompanhamento do trabalho de parto envolve a monitorização contínua da mãe e do feto, com o objetivo de garantir um desfecho seguro para ambos. O parto é dividido em quatro períodos, sendo o quarto período (pós-parto imediato) crucial para a prevenção de complicações, especialmente a hemorragia pós-parto (HPP), que é a principal causa de mortalidade materna. Fatores como um trabalho de parto prolongado (moroso) ou, inversamente, um trabalho de parto excessivamente rápido (taquitócico), podem aumentar significativamente o risco de complicações no quarto período. No parto moroso, a fadiga uterina pode levar à atonia, enquanto no parto taquitócico, a rápida expulsão pode impedir a contração uterina eficaz, ambos predispondo à HPP. É fundamental que o profissional de saúde esteja atento a esses fatores de risco e realize uma vigilância rigorosa no pós-parto imediato, com massagem uterina e uso de uterotônicos, se necessário, para prevenir e manejar a HPP. Intervenções como amniotomia e episiotomia não devem ser realizadas de forma rotineira, mas sim com indicações específicas e baseadas em evidências.
O quarto período do parto corresponde à primeira hora após o desprendimento da placenta. Sua principal complicação é a hemorragia pós-parto, que pode ser causada por atonia uterina, lacerações do trato genital ou retenção de restos placentários.
O trabalho de parto moroso (prolongado) pode levar à fadiga uterina, resultando em atonia uterina e, consequentemente, maior risco de hemorragia pós-parto no quarto período.
O trabalho de parto taquitócico (muito rápido) também pode aumentar o risco de hemorragia pós-parto, pois o útero pode não ter tempo suficiente para se contrair adequadamente após a expulsão da placenta, além de aumentar o risco de lacerações.
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