FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Homem de 55 anos, hipertenso, é avaliado no Centro de Dor Torácica com queixa de dor precordial em opressão. Ao exame físico apresenta PA: 140 x 90 mmHg, FC: 90 BPM, exame físico normal. O ECG mostrou onda T invertida 2mm nas derivações V1-V3 e D1 e AVL. Os valores de Troponina T ultrassensível (limite superior da normalidade = 14ng/L) foram 55 e 1,565 ng/L nas dosagens de admissão, e após três horas. De acordo com a Quarta Definição Universal de IAM, assinale a resposta Incorreta:
IAM tipo I = ruptura de placa; IAM tipo II = desbalanço oferta/demanda miocárdica.
A Quarta Definição Universal de IAM detalha os tipos de infarto. O IAM tipo I é classicamente associado à ruptura de placa aterosclerótica e aterotrombose, enquanto o IAM tipo II ocorre por um desbalanço entre a oferta e a demanda de oxigênio miocárdico, sem ruptura de placa primária.
A Quarta Definição Universal de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é um marco na cardiologia, fornecendo critérios diagnósticos e uma classificação etiológica que orienta a conduta clínica e a pesquisa. Compreender os diferentes tipos de IAM é crucial para o residente, pois permite uma abordagem terapêutica mais direcionada e um prognóstico mais acurado. A incidência de IAM continua elevada globalmente, sendo uma das principais causas de morbimortalidade, o que ressalta a importância de um diagnóstico preciso e rápido. A fisiopatologia distingue os tipos de IAM. O IAM tipo I, o mais comum, é caracterizado pela ruptura de uma placa aterosclerótica, levando à formação de trombo e oclusão coronariana. Já o IAM tipo II, embora menos frequente, é causado por um desbalanço entre a oferta e a demanda de oxigênio miocárdico, sem um evento aterotrombótico primário, e pode ser desencadeado por diversas condições sistêmicas. O diagnóstico baseia-se na elevação e/ou queda dos biomarcadores cardíacos (troponinas) associada a evidências de isquemia miocárdica, como sintomas, alterações eletrocardiográficas ou de imagem. O tratamento do IAM varia conforme o tipo e a apresentação clínica, mas geralmente envolve medidas para restaurar o fluxo coronariano (no tipo I), otimizar o balanço oferta-demanda (no tipo II) e manejar as complicações. O prognóstico depende da extensão do dano miocárdico, da rapidez do tratamento e da presença de comorbidades. Para o residente, é fundamental dominar esses conceitos para a prática clínica e para as provas de título, garantindo a melhor assistência ao paciente com dor torácica.
A Quarta Definição Universal de IAM classifica o infarto em cinco tipos principais: Tipo 1 (relacionado à ruptura de placa aterosclerótica), Tipo 2 (desbalanço entre oferta e demanda de oxigênio), Tipo 3 (morte súbita cardíaca com sintomas isquêmicos antes da dosagem de troponina), Tipo 4a (relacionado à intervenção coronariana percutânea), Tipo 4b (relacionado à trombose de stent) e Tipo 5 (relacionado à cirurgia de revascularização miocárdica).
O IAM tipo I é causado por um evento aterotrombótico primário, geralmente a ruptura ou erosão de uma placa aterosclerótica, levando à oclusão total ou parcial de uma artéria coronária. O IAM tipo II, por outro lado, resulta de um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio miocárdico, sem um evento aterotrombótico primário, podendo ser desencadeado por condições como anemia grave, taquiarritmias, hipotensão ou hipertensão severa.
A troponina ultrassensível é fundamental no diagnóstico de IAM, pois permite a detecção precoce e quantificação precisa da lesão miocárdica. Um aumento e/ou queda dos valores de troponina com pelo menos um valor acima do percentil 99 do limite superior da normalidade, associado a evidências clínicas de isquemia miocárdica (sintomas, alterações no ECG, novas ondas Q patológicas, ou evidência de perda de miocárdio viável por imagem), confirma o diagnóstico de IAM.
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