Quarta Bulha Cardíaca (S4): Significado Clínico e HAS

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Qual das seguintes afirmativas é VERDADEIRA sobre o achado auscultatório de uma quarta bulha cardíaca (S4) ao exame físico?

Alternativas

  1. A) É normal em atletas.
  2. B) É normal em crianças pequenas.
  3. C) É uma característica marcante da instalação da fibrilação atrial.
  4. D) Está frequentemente associada à hipertensão.

Pérola Clínica

S4 (B4) = Contração atrial contra ventrículo rígido → Frequentemente associada à HAS.

Resumo-Chave

A S4 ocorre no final da diástole e indica redução da complacência ventricular. É um achado clássico na cardiopatia hipertensiva e desaparece na fibrilação atrial.

Contexto Educacional

A quarta bulha cardíaca (S4 ou B4) é um som de baixa frequência melhor ouvido com a campânula do estetoscópio no ictus cordis. Ela marca o 'galope atrial'. Sua presença é um sinal clínico importante de disfunção diastólica, refletindo condições que aumentam a rigidez do ventrículo esquerdo, como a cardiopatia hipertensiva, estenose aórtica ou cardiomiopatia hipertrófica.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença fisiopatológica entre S3 e S4?

A S3 (terceira bulha) ocorre no início da diástole durante a fase de enchimento rápido, geralmente por sobrecarga de volume ou ventrículo muito dilatado. A S4 (quarta bulha) ocorre no final da diástole, durante a sístole atrial, e resulta do impacto do sangue contra uma parede ventricular rígida e pouco complacente.

Por que a S4 desaparece na fibrilação atrial?

A geração da S4 depende obrigatoriamente de uma contração atrial efetiva para impulsionar o sangue contra o ventrículo. Na fibrilação atrial, não há contração atrial coordenada (apenas despolarizações desorganizadas), o que impossibilita a ocorrência do fenômeno acústico da S4.

A S4 pode ser considerada normal em algum grupo?

Embora seja quase sempre patológica em jovens e adultos, a S4 pode ser ocasionalmente encontrada em idosos saudáveis devido ao endurecimento natural das paredes ventriculares pelo envelhecimento. No entanto, em provas de residência e na prática clínica, sua associação principal é com a hipertrofia ventricular esquerda secundária à hipertensão.

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