Ocitocina no Parto: Indicações e Administração Segura

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Quanto ao uso de ocitocina no trabalho de parto, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Aumenta a intensidade e diminui a frequência das contrações quando diluída em soro fisiológico.
  2. B) Seu uso deve ser limitado a parada de progressão associada a hipoatividade da matriz uterina.
  3. C) Reduz taxas de cerariana quando utilizada para acelerar o trabalho de parto.
  4. D) Deve ser administrada sob perfusão venosa em bolus.

Pérola Clínica

Ocitocina no trabalho de parto → indicada para hipoatividade uterina e parada de progressão, sempre em infusão contínua.

Resumo-Chave

A ocitocina é um hormônio sintético usado para induzir ou acelerar o trabalho de parto, principalmente em casos de hipoatividade uterina que leva à parada de progressão. Sua administração deve ser cuidadosamente controlada por infusão venosa contínua e titulada, nunca em bolus, para evitar hiperestimulação uterina e sofrimento fetal.

Contexto Educacional

A ocitocina é um hormônio sintético amplamente utilizado na obstetrícia para induzir ou acelerar o trabalho de parto, sendo um tópico de grande relevância para a prática clínica e provas de residência. Sua ação principal é estimular as contrações uterinas, mimetizando o hormônio endógeno. O uso correto e monitorado é crucial para a segurança materno-fetal. As principais indicações para o uso de ocitocina incluem a indução do trabalho de parto em gestações a termo com indicações médicas (como pré-eclâmpsia, ruptura prematura de membranas) e a aceleração do trabalho de parto em casos de distocia funcional, especificamente quando há hipoatividade da matriz uterina levando a uma parada de progressão. A ocitocina aumenta a frequência e a intensidade das contrações uterinas, mas deve ser administrada com extrema cautela. A administração da ocitocina deve ser feita sempre por infusão venosa contínua, diluída em soro fisiológico, e titulada gradualmente para alcançar um padrão de contrações uterinas eficaz, mas sem hiperestimulação. A monitorização contínua da frequência cardíaca fetal e da atividade uterina é obrigatória. O uso inadequado, como a administração em bolus, pode levar a complicações graves como sofrimento fetal, ruptura uterina e hemorragia pós-parto, aumentando, e não reduzindo, as taxas de cesariana em casos de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para o uso de ocitocina no trabalho de parto?

A ocitocina é indicada principalmente para indução do trabalho de parto em gestações a termo com indicação médica e para aceleração do trabalho de parto em casos de distocia funcional por hipoatividade uterina, como a parada de progressão.

Por que a ocitocina deve ser administrada em infusão venosa contínua e não em bolus?

A administração em infusão venosa contínua e titulada permite um controle preciso da dose e da resposta uterina, minimizando o risco de hiperestimulação uterina, sofrimento fetal e ruptura uterina, que são complicações graves associadas à administração em bolus.

Quais são os riscos da hiperestimulação uterina induzida por ocitocina?

A hiperestimulação uterina, caracterizada por contrações excessivamente frequentes ou intensas, pode levar a sofrimento fetal (hipóxia), ruptura uterina, descolamento prematuro de placenta e hemorragia pós-parto.

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