IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Quanto ao ""manejo ativo do trabalho de parto"", julgue os itens a seguir. I. Amniotomia e infusão de ocitocina devem ser realizadas de rotina em pacientes com 5 cm ou mais de dilatação. II. A amniotomia diminui significativamente a incidência de cesarianas por falta de progressão do trabalho de parto. III. Paciente em fase ativa do trabalho de parto, sem progresso de dilatação, deve ser submetida rotineiramente à amniotomia. IV. O partograma é fundamental para indicar momentos de intervenções durante a fase ativa do trabalho de parto. Pode-se afirmar que apenas:
Partograma é ferramenta essencial para monitorar progressão do trabalho de parto e indicar intervenções oportunas, evitando manejo ativo rotineiro.
O manejo ativo do trabalho de parto visa otimizar a progressão, mas intervenções como amniotomia e ocitocina não devem ser rotineiras. O partograma é a principal ferramenta para identificar desvios da normalidade e guiar decisões clínicas, evitando intervenções desnecessárias e potenciais iatrogenias.
O manejo ativo do trabalho de parto é uma estratégia que visa otimizar a progressão do parto e reduzir a duração da fase ativa, potencialmente diminuindo a taxa de cesarianas. No entanto, a aplicação de intervenções como amniotomia e infusão de ocitocina deve ser criteriosa e baseada em evidências, e não de forma rotineira. A fase ativa do trabalho de parto é caracterizada por dilatação cervical progressiva, geralmente a partir de 6 cm, e contrações uterinas regulares e eficazes. O partograma é uma ferramenta gráfica fundamental para o monitoramento da progressão do trabalho de parto. Ele registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, a frequência e intensidade das contrações uterinas, os batimentos cardíacos fetais e outros parâmetros maternos e fetais. O uso adequado do partograma permite identificar precocemente a falha de progressão do parto, alertando o profissional para a necessidade de avaliação e intervenção. Intervenções como a amniotomia (ruptura artificial das membranas) e a infusão de ocitocina (para estimular as contrações) não devem ser realizadas de rotina. A amniotomia pode ser considerada em casos de falha de progressão, mas não há evidências robustas de que diminua significativamente a taxa de cesarianas quando usada rotineiramente. A ocitocina é indicada para corrigir distócias de contração, sempre com monitoramento rigoroso para evitar hiperestimulação uterina e sofrimento fetal. O manejo baseado no partograma promove um parto mais fisiológico e seguro.
O partograma serve para registrar graficamente a evolução do trabalho de parto, permitindo identificar precocemente desvios da normalidade, como a parada de progressão, e indicar a necessidade de intervenções.
Não, a amniotomia não é recomendada de rotina. Ela deve ser considerada em casos específicos de falha de progressão, após avaliação cuidadosa e com o objetivo de acelerar o parto, mas não como prática universal.
A ocitocina é indicada para correção de distócias de contração uterina, como hipoatividade uterina, após avaliação da progressão do parto pelo partograma e exclusão de outras causas de falha de progressão.
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