UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Quanto ao calendário de vacinação de 2020 proposto pela Sociedade Brasileira de Pediatria, é correto afirmar quanto a BCG:I. Deve ser aplicada em dose única o mais precocemente possível.II. Deve-se revacinar crianças que não apresentem cicatriz no local da aplicação após 6 meses.III. Comunicantes domiciliares de hanseníase, independente da forma clínica, podem receber uma segunda dose da vacina BCG.IV. Em recém-nascidos filhos de mãe que utilizaram imunossupressores na gestação, ou com história familiar de imunossupressão, a vacinação poderá ser adiada ou contraindicada.V. Pode ser aplicada em todo recém-nascido com peso de nascimento acima de 2500g.A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é
BCG: dose única, não revacinar por ausência de cicatriz; comunicantes hanseníase e RN de mãe imunossuprimida requerem atenção especial.
A vacina BCG é aplicada em dose única e a ausência de cicatriz não indica falha vacinal nem necessidade de revacinação. É contraindicada em imunodeficiências e em RN de mães imunossuprimidas, e comunicantes de hanseníase podem receber uma segunda dose. O peso mínimo para aplicação é 2000g, não 2500g.
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é um componente fundamental do calendário de vacinação infantil, administrada em dose única o mais precocemente possível, preferencialmente ao nascer, para proteger contra as formas graves de tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar. É uma vacina atenuada e sua aplicação requer atenção a certas condições e contraindicações. É crucial entender que a presença ou ausência de cicatriz no local da aplicação da BCG não é um indicador de proteção e, portanto, não se recomenda a revacinação de crianças que não desenvolvam a cicatriz após 6 meses. Essa é uma diretriz importante para evitar procedimentos desnecessários. Além disso, a vacina tem indicações especiais para comunicantes domiciliares de hanseníase, que podem receber uma segunda dose, independentemente da forma clínica da hanseníase do caso índice, para aumentar a proteção. As contraindicações da BCG incluem imunodeficiências congênitas ou adquiridas (como HIV sintomático), uso de imunossupressores pela gestante (o que pode afetar o sistema imune do RN), e peso de nascimento inferior a 2000g. Em recém-nascidos filhos de mães que utilizaram imunossupressores na gestação, a vacinação deve ser avaliada individualmente, podendo ser adiada ou contraindicada, dependendo do risco. Portanto, a afirmativa V, que menciona peso acima de 2500g, está incorreta, pois o peso mínimo é 2000g.
A BCG é indicada em dose única ao nascer para prevenção de formas graves de tuberculose. É contraindicada em imunodeficiências congênitas ou adquiridas, em recém-nascidos com peso inferior a 2000g, e em filhos de mães que usaram imunossupressores durante a gestação, onde a avaliação individual é crucial.
Não. A ausência de cicatriz não é um indicador de falha vacinal e não há recomendação para revacinação. Estudos mostram que a proteção conferida pela BCG não está diretamente correlacionada com a presença ou tamanho da cicatriz.
Comunicantes domiciliares de hanseníase, independentemente da forma clínica do caso índice, podem receber uma segunda dose da vacina BCG, desde que não apresentem cicatriz vacinal prévia e não tenham sido vacinados nos últimos 6 meses, visando aumentar a proteção contra a doença.
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