São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
Quando a urticária pode ser o início de uma reação anafilática mais grave?
Urticária + sintomas respiratórios (dispneia, sibilos) → suspeita de anafilaxia, agir rápido.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal. A urticária é um sintoma cutâneo comum, mas quando associada a sintomas respiratórios (como falta de ar, sibilos, broncoespasmo) ou outros sintomas sistêmicos (hipotensão, dor abdominal), indica que a reação está progredindo para anafilaxia e requer intervenção imediata.
A urticária é uma manifestação cutânea comum caracterizada por lesões eritematosas e pruriginosas, que podem ser isoladas e autolimitadas. No entanto, em alguns casos, a urticária pode ser o primeiro sinal de uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal, conhecida como anafilaxia. A anafilaxia é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento imediato para prevenir desfechos adversos. A chave para diferenciar uma urticária benigna de uma anafilaxia iminente reside na presença de sintomas que afetam outros sistemas orgânicos além da pele. Quando a urticária é acompanhada de sinais de comprometimento respiratório, como falta de ar, sibilos (indicando broncoespasmo), estridor ou tosse persistente, ou de sintomas cardiovasculares como tontura, hipotensão ou taquicardia, a suspeita de anafilaxia deve ser alta. Outros sinais incluem angioedema significativo, dor abdominal, vômitos ou diarreia. O tratamento da anafilaxia é a administração imediata de epinefrina intramuscular. A demora no reconhecimento e na administração da epinefrina é a principal causa de morbimortalidade. Portanto, é crucial que estudantes e residentes estejam aptos a identificar rapidamente os sinais de progressão de uma reação alérgica para anafilaxia, priorizando a avaliação sistêmica e a intervenção precoce.
A anafilaxia é diagnosticada pela presença de sintomas de início agudo, geralmente envolvendo dois ou mais sistemas (pele/mucosas, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após exposição a um alérgeno. Sintomas como urticária, angioedema, dispneia, sibilos, hipotensão e vômitos são indicativos.
A conduta inicial e mais importante é a administração imediata de epinefrina intramuscular na face lateral da coxa. Além disso, deve-se posicionar o paciente, garantir via aérea, administrar oxigênio e fluidos intravenosos, e monitorar sinais vitais.
A urticária isolada afeta apenas a pele, sem outros sintomas sistêmicos. A anafilaxia, por sua vez, envolve múltiplos sistemas, apresentando urticária e/ou angioedema associados a sintomas respiratórios (dispneia, sibilos), cardiovasculares (hipotensão), gastrointestinais (vômitos, dor abdominal) ou neurológicos.
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