Assistolia e AESP: Manejo na Parada Cardiorrespiratória

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2021

Enunciado

Quando da abordagem de Assistolia e Atividade Elétrica sem Pulso, podemos indicar como correto a alternativa:

Alternativas

  1. A) São ritmos em que a desfibrilação está indicada. Deve-se, então, promover RCP de alta qualidade, além de aplicar as drogas indicadas e procurar identificar e tratar as causas reversíveis.
  2. B) São ritmos em que a desfibrilação não está indicada. Deve-se, então, promover RCP de alta qualidade, além de aplicar as drogas indicadas e procurar identificar e tratar as causas reversíveis.
  3. C) São ritmos em que a desfibrilação não está indicada. Deve-se, então, promover RCP de alta qualidade, sem aplicar as drogas indicadas e procurar identificar e tratar as causas reversíveis.
  4. D) São ritmos em que a desfibrilação não está indicada. Deve-se, então, promover RCP de alta qualidade, além de aplicar as drogas indicadas e procurar identificar e não tratar as causas reversíveis.

Pérola Clínica

Assistolia/AESP → Ritmos não chocáveis. Foco: RCP alta qualidade, drogas, 5Hs/5Ts.

Resumo-Chave

Assistolia e AESP são ritmos de parada cardíaca em que a desfibrilação não é eficaz, pois não há atividade elétrica organizada ou pulso. O manejo prioritário inclui RCP de alta qualidade contínua, administração de epinefrina e a busca ativa e tratamento das causas reversíveis (5Hs e 5Ts).

Contexto Educacional

A assistolia e a atividade elétrica sem pulso (AESP) representam ritmos de parada cardiorrespiratória (PCR) em que a desfibrilação não é indicada. A assistolia é caracterizada pela ausência completa de atividade elétrica ventricular no eletrocardiograma, enquanto a AESP apresenta atividade elétrica organizada, mas sem pulso palpável. Ambos são cenários críticos que exigem intervenção imediata e coordenada. O manejo desses ritmos foca na Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade, com compressões torácicas eficazes e ventilações adequadas, minimizando interrupções. A administração de epinefrina é crucial para melhorar a perfusão coronariana e cerebral. Paralelamente, é imperativo identificar e tratar as causas reversíveis da PCR, conhecidas como 5Hs e 5Ts, que incluem hipovolemia, hipóxia, acidose, hipo/hipercalemia, hipotermia, toxinas, tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo, trombose coronariana e trombose pulmonar. A compreensão e aplicação correta do algoritmo de ACLS para ritmos não chocáveis são fundamentais para otimizar as chances de retorno à circulação espontânea (RCE). A equipe deve estar treinada para realizar a RCP de forma contínua, administrar as drogas no tempo certo e investigar ativamente as etiologias subjacentes, pois o sucesso da reanimação muitas vezes depende da correção da causa primária.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos de parada cardíaca não chocáveis?

Os ritmos de parada cardíaca não chocáveis são a assistolia e a atividade elétrica sem pulso (AESP), onde não há indicação para desfibrilação.

Qual a conduta inicial na assistolia ou AESP?

A conduta inicial inclui RCP de alta qualidade imediata, administração de epinefrina e a busca e tratamento das causas reversíveis (5Hs e 5Ts).

Quais são as principais causas reversíveis de PCR (5Hs e 5Ts)?

As 5Hs são: hipovolemia, hipóxia, hidrogênio (acidose), hipo/hipercalemia, hipotermia. As 5Ts são: toxinas, tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo, trombose coronariana, trombose pulmonar.

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