HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
Quanto à qualidade de vida, a Organização Mundial da Saúde (OMS), utilizando-se de um método transcultural (WHOQOL), afirma que “embora não haja definição consensual de qualidade de vida, há concordância considerável entre os pesquisadores acerca de algumas características do constructo qualidade de vida”.A alternativa que apresenta CORRETAMENTE as características desse constructo é:
Qualidade de vida (OMS/WHOQOL) → Subjetividade, multidimensionalidade e bipolaridade (dimensões + e -).
A qualidade de vida, segundo a OMS e o método WHOQOL, é um construto complexo que engloba a percepção individual do bem-estar em múltiplos domínios. Sua natureza subjetiva, a abrangência de diversas dimensões e a presença de aspectos positivos e negativos são características fundamentais para sua avaliação e compreensão.
A compreensão da qualidade de vida é fundamental na prática médica, especialmente na atenção primária e em especialidades que lidam com doenças crônicas ou paliativas. A Organização Mundial da Saúde (OMS), através do instrumento WHOQOL (World Health Organization Quality of Life), estabeleceu um modelo transcultural para avaliar este construto complexo, que vai além da mera ausência de doença, focando na percepção do indivíduo sobre seu bem-estar geral. É um tema recorrente em provas de residência e essencial para uma abordagem integral do paciente. As características centrais do construto de qualidade de vida são a subjetividade, a multidimensionalidade e a bipolaridade. A subjetividade reconhece que a qualidade de vida é uma experiência pessoal e única, influenciada por valores e expectativas individuais. A multidimensionalidade implica que ela abrange diversos domínios, como saúde física, estado psicológico, nível de independência, relações sociais, meio ambiente e crenças pessoais. A bipolaridade indica que esses domínios podem apresentar aspectos positivos e negativos, contribuindo para uma visão mais completa do bem-estar. Para o residente, é vital internalizar que a avaliação da qualidade de vida não se limita a exames laboratoriais ou sinais vitais, mas exige uma escuta ativa e a consideração da perspectiva do paciente. Isso impacta diretamente na formulação de planos terapêuticos mais humanizados e eficazes, que visam não apenas a cura da doença, mas a melhoria do bem-estar global do indivíduo, um pilar da medicina centrada no paciente.
Segundo a OMS, as principais características do construto de qualidade de vida são a subjetividade (percepção individual), a multidimensionalidade (abrangendo diversos domínios) e a bipolaridade (com dimensões positivas e negativas).
A multidimensionalidade refere-se ao fato de que a qualidade de vida não é um conceito único, mas sim composta por várias dimensões, como saúde física, psicológica, relações sociais, meio ambiente e nível de independência, que interagem entre si.
A subjetividade é crucial porque a qualidade de vida é a percepção do indivíduo sobre sua posição na vida, no contexto cultural e de valores em que vive, em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações, tornando a avaliação intrinsecamente pessoal.
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