UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Homem, 55 anos de idade, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica sofre uma parada cardiorrespiratória em atividade elétrica sem pulso enquanto estava na UTI. A equipe inicia as manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) imediatamente, mas não há retorno da circulação espontânea após 5 minutos. Durante a ressuscitação, o monitor de capnografia mostra um valor de dióxido de carbono ao final da expiração (ETCO2) de 8 mmHg e a pressão arterial diastólica (PAD) é registrada como 15 mmHg durante as compressões torácicas. Qual deve ser a próxima ação para melhorar a qualidade da RCP?
ETCO2 < 10 mmHg e PAD < 20 mmHg durante RCP → compressões ineficazes, ajustar profundidade/frequência.
Valores baixos de ETCO2 (abaixo de 10 mmHg) e PAD (abaixo de 20 mmHg) durante a RCP são indicadores de compressões torácicas ineficazes. A ação prioritária é ajustar a técnica das compressões (profundidade e frequência) para otimizar o fluxo sanguíneo cerebral e coronariano, aumentando as chances de RCE.
A qualidade da Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) é um fator crítico para o sucesso no retorno da circulação espontânea (RCE) em pacientes com parada cardiorrespiratória. As diretrizes atuais enfatizam a importância de compressões torácicas de alta qualidade, que incluem profundidade e frequência adequadas, permitindo o retorno completo do tórax e minimizando interrupções. A monitorização contínua é fundamental para guiar a equipe. Durante a RCP, a capnografia (ETCO2) e a pressão arterial diastólica (PAD) são ferramentas valiosas para avaliar a eficácia das compressões. Um ETCO2 persistentemente baixo (geralmente < 10 mmHg) indica que o fluxo sanguíneo pulmonar e o débito cardíaco gerados pelas compressões são insuficientes. Da mesma forma, uma PAD abaixo de 20 mmHg sugere uma perfusão coronariana inadequada, o que compromete a recuperação miocárdica. Ao identificar valores subótimos de ETCO2 e PAD, a equipe deve prontamente ajustar a técnica das compressões torácicas, focando em melhorar a profundidade e a frequência, e garantindo o retorno completo do tórax. Essa abordagem proativa e baseada em evidências aumenta significativamente as chances de RCE e melhora o prognóstico neurológico do paciente, sendo um conhecimento essencial para residentes e profissionais de emergência.
Os principais indicadores incluem a profundidade (5-6 cm), frequência (100-120/min), minimização de interrupções, e monitorização de ETCO2 (>10-20 mmHg) e PAD (>20 mmHg).
O ETCO2 reflete o fluxo sanguíneo pulmonar e, consequentemente, o débito cardíaco gerado pelas compressões. Valores baixos indicam perfusão inadequada e a necessidade de melhorar a técnica de compressão.
A PAD durante as compressões é um bom preditor de perfusão coronariana. Uma PAD abaixo de 20 mmHg sugere fluxo coronariano insuficiente, o que pode impedir o retorno da circulação espontânea.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo