HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2021
Durante a reanimação cardiopulmonar de um paciente você observa que em consequência da massagem cardíaca externa a 120 ciclos por minuto o paciente apresenta pressão arterial diastólica de 25 mmHg e capmometria (ETCO2) de 17 mmHg. Desta observação conclui-se que:
RCP de alta qualidade: ETCO2 > 10-20 mmHg e PA diastólica > 20-25 mmHg indicam compressões eficazes.
Durante a RCP, um ETCO2 entre 10-20 mmHg e uma pressão arterial diastólica acima de 20-25 mmHg são indicadores de compressões torácicas de boa qualidade, sugerindo perfusão cerebral e coronariana adequadas. A frequência de 120 ciclos/min está dentro da faixa recomendada (100-120/min).
A qualidade da Reanimação Cardiopulmonar (RCP) é um fator determinante para o prognóstico de pacientes em parada cardíaca. As diretrizes atuais enfatizam a importância de compressões torácicas de alta qualidade, com frequência e profundidade adequadas, permitindo o retorno total do tórax e minimizando interrupções. A monitorização avançada, como a capnometria (ETCO2) e a pressão arterial diastólica invasiva, fornece informações valiosas sobre a eficácia das compressões. Um ETCO2 consistentemente acima de 10-20 mmHg indica que as compressões estão gerando um fluxo sanguíneo pulmonar suficiente para a troca gasosa. Da mesma forma, uma pressão arterial diastólica acima de 20-25 mmHg é um bom indicador de perfusão coronariana adequada, essencial para a recuperação miocárdica. Neste cenário, uma frequência de 120 ciclos/min está dentro da faixa recomendada (100-120/min), e os valores de ETCO2 (17 mmHg) e PA diastólica (25 mmHg) estão dentro dos limites que indicam uma RCP eficaz. Portanto, a massagem cardíaca está sendo realizada de forma adequada, e a equipe deve manter a qualidade das compressões e continuar a busca pela causa reversível da parada.
A massagem cardíaca deve ter uma frequência de 100-120 compressões por minuto, profundidade de 5-6 cm em adultos, permitir o retorno total do tórax e minimizar interrupções. A monitorização com ETCO2 e PA diastólica auxilia na avaliação da eficácia.
O ETCO2 (dióxido de carbono ao final da expiração) é um indicador da perfusão pulmonar e do débito cardíaco durante a RCP. Valores acima de 10-20 mmHg sugerem compressões eficazes e podem predizer o Retorno da Circulação Espontânea (RCE).
A pressão arterial diastólica reflete a perfusão coronariana durante a RCP. Manter a PA diastólica acima de 20-25 mmHg é crucial para garantir a perfusão do miocárdio e aumentar as chances de RCE.
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