SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Com relação à compressão torácica, é correto afirmar:
RCP: Frequência compressões ≥ 100/min, profundidade adequada, permitir retorno total do tórax.
As diretrizes atuais de RCP enfatizam a importância de compressões torácicas de alta qualidade, que incluem uma frequência mínima de 100 compressões por minuto, profundidade adequada (pelo menos 1/3 do diâmetro AP do tórax em crianças) e permitir o retorno total do tórax após cada compressão.
A reanimação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade é um pilar fundamental no manejo da parada cardiorrespiratória, especialmente em crianças, onde a causa mais comum é a asfixia. As compressões torácicas eficazes são cruciais para manter o fluxo sanguíneo para órgãos vitais, como cérebro e coração. As diretrizes internacionais enfatizam a importância de uma técnica correta para maximizar as chances de sobrevida e minimizar sequelas neurológicas. A fisiopatologia da parada cardíaca em crianças frequentemente envolve hipóxia, levando à bradicardia e, posteriormente, à assistolia. A RCP visa restaurar a oxigenação e a perfusão. Para isso, as compressões devem ser realizadas no centro do tórax, na metade inferior do esterno. A profundidade deve ser de pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior do tórax (aproximadamente 5 cm em crianças), e a frequência deve ser de 100 a 120 compressões por minuto. É igualmente importante permitir o retorno completo do tórax após cada compressão para otimizar o enchimento ventricular. O tratamento da parada cardiorrespiratória pediátrica inicia-se com a avaliação da segurança da cena e a ativação do sistema de emergência. Em crianças, a sequência ABC (Airway, Breathing, Circulation) é frequentemente preferida, iniciando pela abertura das vias aéreas e ventilações, dada a etiologia respiratória predominante. A relação compressão-ventilação varia: 30:2 para um socorrista e 15:2 para dois socorristas. A desfibrilação precoce é indicada se houver ritmo chocável. A qualidade das compressões e ventilações é monitorada para garantir a eficácia da RCP.
A frequência ideal das compressões torácicas na RCP, tanto em adultos quanto em crianças, é de no mínimo 100 a 120 compressões por minuto.
Em crianças, as compressões devem aprofundar pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior do tórax, o que corresponde a aproximadamente 5 cm.
Com um socorrista, a relação é de 30 compressões para 2 ventilações. Com dois socorristas, a relação é de 15 compressões para 2 ventilações em crianças.
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