CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2024
Sobre o exame abaixo, é correto afirmar:
Sinal fraco ou artefatos no OCT invalidam a análise → Não tome condutas baseadas em exames de baixa qualidade.
A interpretação do OCT requer validação da força do sinal e ausência de artefatos (como opacidades de meios ou erros de segmentação) para evitar diagnósticos errôneos.
A Tomografia de Coerência Óptica (OCT) revolucionou o diagnóstico do glaucoma, permitindo a análise quantitativa da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) e do complexo de células ganglionares. No entanto, a tecnologia Spectral Domain (SD-OCT) ainda é suscetível a diversos erros técnicos. Erros de segmentação ocorrem quando o software falha em delinear corretamente os limites das camadas retinianas. Além disso, a base de dados normativa pode não ser aplicável a olhos com comprimentos axiais extremos. Portanto, o OCT deve ser sempre correlacionado com a clínica e a campimetria visual.
Um bom OCT deve ter uma força de sinal adequada (geralmente >15-20 dB ou conforme o fabricante), estar bem centralizado no disco óptico ou mácula, e não apresentar artefatos de movimento, piscada ou sombras por opacidades de meios (como catarata).
É quando o OCT mostra áreas vermelhas (fora dos limites normais) que não representam glaucoma real, mas sim artefatos, erros de segmentação ou variações anatômicas (como alta miopia), levando a um falso-positivo.
Opacidades como catarata densa ou hemorragia vítrea reduzem a refletividade da luz, diminuindo a força do sinal. Isso pode causar uma falsa redução na espessura medida da camada de fibras nervosas, simulando progressão de glaucoma.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo