São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Qual é a principal consideração ao planejar uma cirurgia em um paciente com hemofilia A?
Cirurgia em Hemofilia A → profilaxia com Fator VIII antes e após é a principal medida preventiva.
Em pacientes com Hemofilia A, a principal consideração no planejamento cirúrgico é a profilaxia com Fator VIII. Isso visa manter os níveis do fator de coagulação em patamares seguros para prevenir sangramentos excessivos durante e após o procedimento, sendo a base do manejo perioperatório.
A Hemofilia A é um distúrbio hemorrágico hereditário ligado ao X, caracterizado pela deficiência ou disfunção do Fator VIII da coagulação. Pacientes com hemofilia A apresentam risco aumentado de sangramentos espontâneos ou prolongados após traumas ou procedimentos cirúrgicos. O manejo perioperatório desses pacientes exige um planejamento meticuloso para garantir a hemostasia adequada. A principal consideração ao planejar uma cirurgia em um paciente com Hemofilia A é a profilaxia com Fator VIII. Isso envolve a administração de concentrados de Fator VIII antes do procedimento para elevar os níveis plasmáticos a um patamar hemostático seguro (geralmente acima de 80-100% para cirurgias maiores) e a manutenção desses níveis no pós-operatório, por um período que varia conforme o tipo e a extensão da cirurgia. Outras opções, como a desmopressina, são limitadas a casos de hemofilia A leve e procedimentos de menor risco, pois seu mecanismo de ação depende da reserva endógena de Fator VIII. O plasma fresco congelado contém Fator VIII, mas sua administração é menos precisa e requer grandes volumes, sendo menos ideal que os concentrados específicos. Evitar procedimentos cirúrgicos não é uma opção viável, pois muitas vezes são necessários para a saúde do paciente, desde que o manejo hemostático seja adequado.
A desmopressina (DDAVP) pode ser usada em pacientes com hemofilia A leve, pois estimula a liberação de Fator VIII e vWF. No entanto, não é eficaz em hemofilia A moderada a grave ou para cirurgias de alto risco.
A profilaxia com Fator VIII é crucial para elevar os níveis plasmáticos do fator a um patamar hemostático seguro (geralmente >80-100% para cirurgias maiores), minimizando o risco de sangramento intra e pós-operatório.
A ausência de profilaxia adequada aumenta drasticamente o risco de sangramentos graves, hematomas, transfusões sanguíneas e complicações pós-operatórias, comprometendo a segurança e o sucesso do procedimento.
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