DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024
Qual é a principal complicação da hipotermia?
Hipotermia grave → risco aumentado de arritmias ventriculares malignas (FV/TV).
A hipotermia, especialmente a moderada a grave (<32°C), aumenta significativamente a irritabilidade miocárdica e a instabilidade elétrica do coração. Isso predispõe a arritmias ventriculares malignas, como fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular (TV), que são as principais causas de morte em pacientes hipotérmicos.
A hipotermia é uma condição em que a temperatura corporal central cai abaixo de 35°C. É classificada em leve (32-35°C), moderada (28-32°C) e grave (<28°C). A exposição prolongada ao frio, imersão em água fria e certas condições médicas (ex: sepse, hipotiroidismo) podem levar à hipotermia, que é uma emergência médica com alta morbidade e mortalidade. Os efeitos da hipotermia são sistêmicos, afetando múltiplos órgãos. No sistema cardiovascular, a hipotermia causa bradicardia progressiva, prolongamento dos intervalos do ECG (PR, QRS, QT) e, notavelmente, um aumento da irritabilidade miocárdica. Essa instabilidade elétrica torna o coração extremamente vulnerável a arritmias. A principal e mais temida complicação da hipotermia, especialmente em graus moderados a graves, são as arritmias ventriculares malignas, como a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular (TV). A FV é a causa mais comum de morte em pacientes hipotérmicos, muitas vezes desencadeada por manipulação do paciente ou tentativas de reanimação agressivas. Outras complicações incluem acidose metabólica, hiperglicemia, coagulopatias e disfunção renal e neurológica. O manejo envolve reaquecimento gradual e suporte hemodinâmico.
A hipotermia causa bradicardia, prolongamento dos intervalos PR, QRS e QT no ECG, e aumenta a irritabilidade miocárdica, tornando o coração mais suscetível a arritmias, especialmente a fibrilação ventricular.
O risco de arritmias ventriculares malignas, como fibrilação ventricular, torna-se significativamente elevado em hipotermia moderada a grave, geralmente quando a temperatura corporal central cai abaixo de 32°C.
A hipotermia diminui o metabolismo, mas pode causar hiperglicemia (pela redução da liberação de insulina e resistência periférica), acidose metabólica (por hipoperfusão e metabolismo anaeróbico) e coagulopatia, além de disfunção renal e neurológica.
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