CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021
Qual é o opioide com metabólito que pode causar crises epilépticas em pacientes com disfunção renal:
Meperidina → metabólito normeperidina neurotóxico, acumula em disfunção renal → convulsões.
A meperidina (petidina) é metabolizada em normeperidina, um metabólito com atividade estimulante do SNC. Em pacientes com disfunção renal, a normeperidina se acumula, aumentando o risco de neurotoxicidade, incluindo tremores, mioclonias e crises epilépticas. Por isso, seu uso é contraindicado nesses pacientes.
A meperidina, também conhecida como petidina, é um opioide sintético com propriedades analgésicas. Embora eficaz no controle da dor, seu uso é limitado devido ao perfil de segurança, especialmente em populações específicas. É crucial para médicos e residentes compreenderem suas particularidades farmacocinéticas. O principal problema da meperidina reside em seu metabolismo hepático, que gera a normeperidina. Este metabólito possui uma meia-vida mais longa que a meperidina original e é um potente estimulante do sistema nervoso central (SNC), com propriedades neurotóxicas. A normeperidina é eliminada primariamente pelos rins. Em pacientes com disfunção renal, a eliminação da normeperidina é comprometida, levando ao seu acúmulo no plasma e no SNC. Esse acúmulo pode precipitar uma série de efeitos adversos neurotóxicos, que variam de tremores e mioclonias a agitação, delírio e, mais gravemente, crises epilépticas. Por essa razão, a meperidina é contraindicada em pacientes com insuficiência renal e seu uso deve ser evitado em idosos ou naqueles com risco aumentado de neurotoxicidade.
A meperidina é metabolizada em normeperidina, um metabólito neurotóxico. Em pacientes com disfunção renal, a eliminação da normeperidina é prejudicada, levando ao seu acúmulo e aumentando o risco de neurotoxicidade, incluindo crises epilépticas.
Os sintomas da toxicidade por normeperidina incluem tremores, mioclonias, hiperreflexia, agitação, delírio e, em casos graves, crises epilépticas, devido à sua ação estimulante no sistema nervoso central.
Opioides como fentanil, sufentanil e metadona são geralmente considerados mais seguros em pacientes com insuficiência renal, pois seus metabólitos são menos ativos ou não se acumulam significativamente. Hidromorfona e oxicodona podem ser usadas com cautela e ajuste de dose.
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