SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Qual é a ocupação/indústria relacionada a um fator de risco para a asbestose?
Asbestose → doença pulmonar intersticial fibrosante causada pela inalação de fibras de amianto, comum em indústrias como materiais de fricção.
A asbestose é uma doença pulmonar intersticial crônica causada pela inalação de fibras de amianto (asbesto), um material que foi amplamente utilizado em diversas indústrias devido às suas propriedades de resistência ao calor e isolamento. A exposição ocupacional é o principal fator de risco, e setores como a fabricação de materiais de fricção (pastilhas de freio), construção civil, naval e têxtil são historicamente associados a essa doença.
A asbestose é uma pneumoconiose, uma doença pulmonar intersticial fibrosante crônica, causada pela inalação prolongada de fibras de amianto (asbesto). O amianto é um grupo de minerais fibrosos naturais que foram amplamente utilizados na indústria devido à sua resistência ao calor, fogo e produtos químicos, bem como suas propriedades isolantes. A doença é de grande importância em saúde ocupacional, sendo um marcador de exposição significativa e um fator de risco para outras neoplasias relacionadas ao amianto, como o mesotelioma e o câncer de pulmão. A fisiopatologia da asbestose envolve a deposição de fibras de amianto nos alvéolos, onde elas são fagocitadas por macrófagos. Devido à sua resistência, as fibras persistem, liberando mediadores inflamatórios que levam à fibrose pulmonar progressiva. O diagnóstico é baseado na história de exposição ocupacional, achados clínicos (dispneia, crepitações) e radiológicos (fibrose intersticial, placas pleurais). A latência entre a exposição e o aparecimento da doença pode ser de 20 a 40 anos. O tratamento da asbestose é de suporte, pois não há cura para a fibrose pulmonar estabelecida. As medidas incluem cessação da exposição, oxigenoterapia para hipoxemia, reabilitação pulmonar e tratamento de complicações como infecções respiratórias. A prevenção é a medida mais importante, focando no controle rigoroso da exposição ao amianto em ambientes de trabalho e na proibição do uso do material. A vigilância médica de trabalhadores expostos é essencial para o diagnóstico precoce e manejo das complicações.
As principais indústrias associadas à exposição ao amianto incluem a construção civil (telhas, isolamento), naval (isolamento de navios), automobilística (pastilhas de freio, embreagens), têxtil (tecidos resistentes ao fogo) e a fabricação de cimento-amianto e outros produtos que utilizam o amianto como matéria-prima.
As manifestações clínicas da asbestose incluem dispneia progressiva, tosse seca, dor torácica e, em casos avançados, baqueteamento digital. A doença tem um longo período de latência, e os sintomas podem aparecer décadas após a exposição inicial.
Além da asbestose, a exposição ao amianto pode causar outras doenças graves, como mesotelioma pleural maligno, câncer de pulmão, câncer de laringe, câncer de ovário e placas pleurais benignas, que são espessamentos da pleura parietal.
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