CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015
Qual a modificação mais provável de ser encontrada no filme lacrimal desse paciente?
Olho seco → ↑ Osmolaridade lacrimal (marcador central da fisiopatologia).
A hiperosmolaridade lacrimal é o mecanismo central do olho seco, desencadeando uma cascata inflamatória na superfície ocular que leva ao dano epitelial.
O olho seco é uma doença multifatorial da superfície ocular caracterizada pela perda da homeostase do filme lacrimal. A hiperosmolaridade é considerada o 'driver' da doença, pois ativa vias de sinalização de estresse (como MAPK) que liberam citocinas pró-inflamatórias e metaloproteinases. Clinicamente, a medida da osmolaridade (valores > 308 mOsm/L ou diferença > 8 mOsm/L entre os olhos) é um dos testes diagnósticos mais sensíveis. O tratamento visa restaurar a osmolaridade normal através de lubrificantes, controle da inflamação e melhora da função das glândulas de Meibomius.
O aumento da osmolaridade ocorre devido à redução da produção de lágrima (olho seco por deficiência aquosa) ou ao aumento da evaporação (olho seco evaporativo). Em ambos os casos, a proporção de solutos em relação ao solvente (água) aumenta, resultando em um ambiente hipertônico que é tóxico para as células epiteliais da córnea e conjuntiva.
A MMP-9 é um marcador inflamatório que se encontra aumentado (e não reduzido) na lágrima de pacientes com olho seco. Ela é produzida por células epiteliais estressadas e células inflamatórias, contribuindo para a quebra das junções intercelulares e instabilidade do filme lacrimal.
Tanto a lisozima quanto a lactoferrina são proteínas produzidas pela glândula lacrimal principal com funções antimicrobianas. No olho seco com deficiência aquosa, a concentração e a produção total dessas proteínas estão reduzidas, o que diminui a proteção imunológica da superfície ocular.
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