FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020
Qual a melhor classificação desse partograma?
Partograma: Dilatação cervical estacionada na fase ativa = Parada secundária da dilatação.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a evolução do trabalho de parto. A parada secundária da dilatação é diagnosticada quando não há alteração na dilatação cervical por um período de tempo definido (geralmente 2 horas ou mais na fase ativa), indicando uma distócia.
O partograma é uma ferramenta gráfica padronizada e indispensável na obstetrícia para o monitoramento do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade e a tomada de decisões clínicas oportunas. Ele registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, a frequência das contrações uterinas, os batimentos cardíacos fetais e outros parâmetros maternos e fetais, auxiliando na prevenção de distócias e na redução de intervenções desnecessárias. A classificação das distócias no partograma é crucial. A "parada secundária da dilatação" é uma das distócias mais comuns e é diagnosticada quando a dilatação cervical não progride por um período de pelo menos 2 horas, na fase ativa do trabalho de parto, apesar de contrações uterinas adequadas. É importante diferenciá-la de outras distócias, como a "descida lenta da apresentação", que se refere à falta de progressão da altura fetal. A identificação correta da parada secundária da dilatação no partograma é vital para a conduta obstétrica. Após a avaliação da adequação das contrações e da bacia materna, a otimização com ocitocina pode ser tentada. Se a progressão não for restabelecida, a cesariana pode ser indicada para evitar complicações maternas e fetais. Residentes devem dominar a interpretação do partograma para garantir um manejo seguro e eficaz do trabalho de parto.
A parada secundária da dilatação é diagnosticada quando a dilatação cervical não progride por um período de pelo menos 2 horas na fase ativa do trabalho de parto, com contrações uterinas adequadas.
A conduta inicial pode incluir a avaliação da adequação das contrações e, se necessário, a otimização com ocitocina. Se não houver progressão, outras causas devem ser investigadas e a cesariana pode ser indicada.
A parada secundária da dilatação se refere à falta de progressão da dilatação cervical. A descida lenta da apresentação, por outro lado, é a falta de progressão da altura da apresentação fetal na pelve, mesmo com dilatação cervical adequada.
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