CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Qual a manifestação ocular mais frequente, entre as listadas abaixo, em pacientes infectados pelo vírus Zika?
Zika → Conjuntivite não purulenta bilateral é o achado ocular mais comum na fase aguda.
A conjuntivite folicular não purulenta é a manifestação ocular predominante no Zika, ocorrendo em até 63% dos pacientes infectados.
O vírus Zika, um flavivírus transmitido principalmente pelo Aedes aegypti, apresenta um tropismo ocular significativo. Na fase aguda da infecção em adultos, a conjuntivite não purulenta é o sinal ocular cardeal, sendo autolimitada e durando em média 5 dias. A fisiopatologia envolve a replicação viral direta nos tecidos oculares e a resposta inflamatória subsequente. O diagnóstico é clínico, inserido no contexto epidemiológico, e o tratamento é apenas sintomático com lubrificantes oculares. A vigilância é necessária para detectar casos raros de inflamação intraocular (uveítes) que podem surgir semanas após a infecção sistêmica.
A conjuntivite associada ao vírus Zika é tipicamente não purulenta, bilateral e de aparência folicular. Ela se manifesta com hiperemia conjuntival (olho vermelho), sensação de corpo estranho e, ocasionalmente, fotofobia. Diferente da conjuntivite bacteriana, não apresenta secreção mucopurulenta abundante. É frequentemente um dos primeiros sintomas da doença sistêmica, acompanhando o exantema e a febre baixa.
Embora a conjuntivite seja a mais comum, complicações graves podem ocorrer, incluindo uveíte anterior hipertensiva, neurite óptica e coroidite multifocal. No entanto, essas são significativamente menos frequentes que o quadro conjuntival. O manejo dessas complicações requer avaliação oftalmológica especializada, pois podem levar a perda visual permanente se não tratadas com corticoides ou outros imunomoduladores.
A síndrome congênita do Zika é marcada por alterações oculares graves em até 35% dos bebês com microcefalia. As lesões mais comuns incluem atrofia coriorretiniana macular com aspecto 'em alvo', hipoplasia do nervo óptico e alterações pigmentares da retina. Essas lesões são permanentes e resultam em baixa visão profunda, diferenciando-se drasticamente do quadro leve e transitório observado em adultos infectados.
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