HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Qual a dose, diluição, via e local de administração da adrenalina em caso de anafilaxia?
Anafilaxia → Adrenalina IM 0,01 mg/kg (máx 0,5 mg) sem diluição, face lateral da coxa.
A adrenalina é a medicação de primeira linha na anafilaxia devido aos seus efeitos alfa e beta-adrenérgicos, que revertem a vasodilatação, broncoespasmo e edema. A via intramuscular na face lateral da coxa garante absorção rápida e eficaz.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. Sua incidência tem aumentado globalmente, sendo crucial o reconhecimento precoce e a intervenção imediata para evitar desfechos graves. É uma emergência médica que exige ação rápida e precisa. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios, como histamina e leucotrienos, por mastócitos e basófilos, levando a vasodilatação generalizada, aumento da permeabilidade vascular, broncoespasmo e edema. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas cutâneos, respiratórios, cardiovasculares ou gastrointestinais após a exposição a um gatilho. O tratamento de escolha é a administração de adrenalina (epinefrina) por via intramuscular na face lateral da coxa. A dose recomendada é de 0,01 mg/kg (1:1000, sem diluição), com dose máxima de 0,5 mg para adultos e 0,3 mg para crianças. A administração rápida da adrenalina é o fator mais importante para a sobrevida do paciente, sendo fundamental para reverter os efeitos da reação anafilática.
A anafilaxia se manifesta com urticária, angioedema, broncoespasmo, hipotensão, taquicardia e sintomas gastrointestinais, podendo evoluir rapidamente para choque.
A adrenalina é a primeira escolha por seus efeitos vasoconstritores (alfa-1), que combatem a hipotensão e o choque, e broncodilatadores (beta-2), que aliviam o broncoespasmo.
A adrenalina 1:1000 (1 mg/mL) é usada para via intramuscular em anafilaxia, enquanto a 1:10000 (0,1 mg/mL) é mais diluída e geralmente reservada para via intravenosa em parada cardíaca.
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