SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022
Qual a dose alvo de losartana no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida?
Dose alvo de losartana na ICFER = 150 mg/dia para otimização do bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
A losartana, um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), é utilizada no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) para bloquear o sistema renina-angiotensina-aldosterona. A dose alvo recomendada para otimização terapêutica é de 150 mg ao dia.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) é uma síndrome clínica complexa caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue adequadamente para atender às demandas metabólicas do corpo. O tratamento farmacológico da ICFER visa melhorar os sintomas, reduzir hospitalizações e prolongar a vida. Dentre as classes de medicamentos essenciais, os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) desempenham um papel crucial, especialmente em pacientes intolerantes aos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA). A losartana é um BRA amplamente utilizado na ICFER. Seu mecanismo de ação envolve o bloqueio seletivo do receptor AT1 da angiotensina II, atenuando os efeitos deletérios do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), como vasoconstrição, retenção de sódio e água, e remodelamento cardíaco. Para obter o benefício máximo, é fundamental que a losartana seja titulada até a dose alvo, conforme demonstrado em grandes estudos clínicos. A dose alvo de losartana na ICFER é de 150 mg ao dia. A titulação deve ser feita de forma gradual, iniciando com doses menores (ex: 25 mg ou 50 mg) e aumentando a cada 1-2 semanas, conforme a tolerância do paciente, monitorando-se a pressão arterial, a função renal e os níveis de potássio. Alcançar a dose alvo é um objetivo terapêutico importante para otimizar o bloqueio do SRAA e, consequentemente, melhorar o prognóstico dos pacientes com ICFER.
Os BRAs são fundamentais na ICFER por bloquear os efeitos deletérios da angiotensina II, como vasoconstrição, retenção de sódio e água, e remodelamento cardíaco, melhorando a morbimortalidade e a qualidade de vida dos pacientes.
A titulação da losartana deve ser gradual, iniciando com doses baixas (ex: 25-50 mg/dia) e aumentando progressivamente a cada 1-2 semanas, conforme tolerância do paciente, monitorando pressão arterial, função renal e eletrólitos.
Os principais efeitos adversos incluem hipotensão, hipercalemia e disfunção renal. É crucial monitorar a pressão arterial, os níveis séricos de potássio e a creatinina durante a titulação e manutenção do tratamento para evitar complicações.
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