CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Qual dos pacientes entre os abaixo terá, provavelmente, menor possibilidade de apresentar sintomas de astenopia após leitura prolongada a 40 cm?
Menor demanda acomodativa residual → menor risco de astenopia.
Pacientes jovens com baixa hipermetropia compensam facilmente o erro sem fadiga excessiva, ao contrário de présbitas ou supercorrigidos.
A astenopia é um conjunto de sintomas de fadiga ocular resultantes do esforço excessivo do sistema visual, particularmente da musculatura ciliar durante a acomodação. A capacidade de manter a visão nítida para perto depende da amplitude de acomodação disponível, que declina com a idade devido à perda de elasticidade do cristalino. Na análise clínica, pacientes jovens (como o de 30 anos com +1,00 D) possuem uma reserva acomodativa vasta, permitindo que o esforço necessário para leitura seja uma fração pequena do total disponível, o que minimiza sintomas. Em contraste, pacientes próximos aos 40-45 anos (início da presbiopia) ou aqueles com erros refracionais mal corrigidos operam próximos ao seu limite acomodativo, desencadeando o quadro sintomático.
A amplitude de acomodação diminui progressivamente com a idade. Aos 30 anos, o paciente ainda possui reserva acomodativa suficiente para compensar +1,00 D e ainda focar a 40 cm sem atingir o limite de fadiga muscular ciliar.
Se um míope de -1,50 é corrigido com -2,00, ele se torna um hipermetrope facultativo de +0,50. Para enxergar de longe, ele precisa acomodar 0,50 D, e para perto (40 cm), precisará de 2,50 D + 0,50 D = 3,00 D, gerando sobrecarga.
A presbiopia é a perda da capacidade de acomodação. Quando um paciente de 45 anos tenta ler sem correção, ele exige o máximo de sua musculatura ciliar exaurida, resultando em cefaleia, visão borrada e cansaço ocular (astenopia).
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