Choque Séptico: Diretrizes de Suporte Hemodinâmico Atualizadas

UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Qual dos itens abaixo está em DESACORDO com as Diretrizes Internacionais para o Manejo de Sepse e Choque Séptico: Suporte Hemodinâmico e Terapia adjunta?

Alternativas

  1. A) Reanimação por fluídos usando cristaloides ou coloides.
  2. B) Manter a pressão arterial média ≥ 65 mmHg.
  3. C) Norepinefrina e dopamina administradas centralmente são os vasopressores iniciais de escolha.
  4. D) Não usar a dobutamina em pacientes com disfunção do miocárdio à medida que for suportado pelas pressões de enchimento cardíaco elevada e baixos débitos cardíacos.
  5. E) A hidrocortisona é preferida à dexametasona.

Pérola Clínica

Choque séptico: PAM ≥ 65 mmHg, Norepinefrina 1ª escolha. Dobutamina é indicada para disfunção miocárdica com baixo débito.

Resumo-Chave

As diretrizes de sepse recomendam reanimação volêmica com cristaloides, manter PAM ≥ 65 mmHg, e norepinefrina como vasopressor de primeira escolha. A dobutamina é indicada em pacientes com disfunção miocárdica e baixo débito cardíaco persistente, mesmo após otimização volêmica e uso de vasopressores, para melhorar a perfusão tecidual.

Contexto Educacional

Sepse e choque séptico representam um desafio clínico global, sendo as principais causas de morbidade e mortalidade em unidades de terapia intensiva. A sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. O choque séptico é um subconjunto da sepse com disfunções circulatórias e metabólicas/celulares mais profundas, associadas a um risco maior de mortalidade. As diretrizes internacionais, como as da Surviving Sepsis Campaign, fornecem recomendações baseadas em evidências para o manejo. O suporte hemodinâmico é um pilar fundamental no tratamento do choque séptico. A reanimação volêmica inicial com cristaloides é prioritária para restaurar a perfusão tecidual. O objetivo é manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg. Se a hipotensão persistir após a reposição volêmica, os vasopressores são iniciados, com a norepinefrina sendo a primeira escolha devido ao seu perfil de segurança e eficácia. A dopamina é uma alternativa, mas com maior risco de arritmias. A dobutamina, um agente inotrópico, tem um papel específico no choque séptico. Ela é indicada para pacientes que, apesar de uma reanimação volêmica adequada e uso de vasopressores, persistem com sinais de hipoperfusão tecidual e apresentam evidências de disfunção miocárdica com baixo débito cardíaco. A hidrocortisona é uma terapia adjunta considerada em pacientes com choque séptico refratário a vasopressores. O manejo precoce e agressivo, guiado por essas diretrizes, é essencial para melhorar os desfechos dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Qual o vasopressor de primeira escolha nas diretrizes de choque séptico?

A norepinefrina é o vasopressor de primeira escolha nas diretrizes de choque séptico, devido à sua eficácia em aumentar a pressão arterial média (PAM) e menor incidência de arritmias em comparação com a dopamina.

Quando a dobutamina é indicada no manejo do choque séptico?

A dobutamina é indicada em pacientes com choque séptico que, após otimização volêmica e uso de vasopressores, persistem com sinais de hipoperfusão tecidual e apresentam disfunção miocárdica com baixo débito cardíaco.

Qual o papel da hidrocortisona na terapia adjunta do choque séptico?

A hidrocortisona é recomendada para pacientes adultos com choque séptico que permanecem hemodinamicamente instáveis apesar da reposição volêmica adequada e uso de vasopressores. É preferida à dexametasona devido à evidência de benefício.

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