Hordéolo (Terçol): Agentes Etiológicos e Tratamento

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

Qual dos agentes abaixo é o que está, mais frequentemente, relacionado à infecção associada ao hordéolo?

Alternativas

  1. A) Moraxella catarrhalis
  2. B) Propionibacterium acnes
  3. C) Staphylococcus aureus
  4. D) Streptococcus viridans

Pérola Clínica

Agente mais comum do hordéolo → Staphylococcus aureus.

Resumo-Chave

O hordéolo é uma infecção bacteriana aguda das glândulas palpebrais, predominantemente causada por Staphylococcus aureus, exigindo compressas mornas como base do tratamento.

Contexto Educacional

O hordéolo é uma das patologias palpebrais mais frequentes na prática clínica. Sua patogênese envolve a estase da secreção glandular seguida pela proliferação bacteriana, principalmente por estafilococos. Pacientes com blefarite crônica, rosácea ou dermatite seborreica apresentam maior predisposição a episódios recorrentes. Embora a maioria dos casos seja autolimitada e resolva com medidas conservadoras, a expressão manual do hordéolo deve ser evitada, pois pode disseminar a infecção para os tecidos adjacentes, resultando em celulite orbitária em casos extremos. A higiene palpebral adequada é a principal medida preventiva.

Perguntas Frequentes

Qual a bactéria mais comum no hordéolo?

O Staphylococcus aureus é o agente etiológico responsável pela grande maioria dos casos de hordéolo (aproximadamente 90-95%). Esta bactéria faz parte da microbiota normal da pele, mas pode infectar as glândulas sebáceas das pálpebras quando há obstrução do ducto glandular ou quebra da barreira cutânea, levando à formação de um pequeno abscesso doloroso.

Qual a diferença entre hordéolo interno e externo?

O hordéolo externo resulta da infecção das glândulas de Zeis ou de Moll, localizadas na margem palpebral anterior, próximo aos cílios. O hordéolo interno é a infecção das glândulas de Meibomius, localizadas dentro da placa tarsal. O interno costuma ser mais doloroso e pode evoluir para calázio se a inflamação se tornar crônica e granulomatosa.

Como deve ser o tratamento inicial do hordéolo?

O tratamento padrão consiste na aplicação de compressas mornas localizadas, 3 a 4 vezes ao dia, por 10 a 15 minutos. O calor ajuda a fluidificar as secreções sebáceas e favorece a drenagem espontânea do abscesso. Em casos de hordéolos muito volumosos ou associados a blefarite, pode-se associar pomadas de antibióticos (como Terramicina ou Tobramicina) e, raramente, antibióticos sistêmicos se houver celulite pré-septal associada.

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