SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Qual das seguintes afirmações sobre complicações crônicas do diabetes melito é correta?
Pé diabético = complicação comum do DM; prevenção essencial com controle glicêmico rigoroso e cuidados locais.
O pé diabético é uma complicação devastadora e comum do diabetes, resultante da neuropatia, doença vascular periférica e infecção. Sua prevenção é multifacetada, incluindo o controle rigoroso da glicemia, exames regulares dos pés, uso de calçados adequados e educação do paciente, sendo um dos pilares do manejo do diabetes.
O diabetes mellitus é uma doença crônica que, se não controlada adequadamente, leva a uma série de complicações crônicas microvasculares e macrovasculares, impactando significativamente a morbidade e mortalidade dos pacientes. Para residentes, o entendimento aprofundado dessas complicações é vital para a prática clínica e a educação do paciente. As complicações afetam múltiplos sistemas, incluindo olhos (retinopatia), rins (nefropatia), nervos (neuropatia) e vasos sanguíneos (macroangiopatia e pé diabético). A fisiopatologia subjacente a todas as complicações crônicas é a hiperglicemia prolongada, que causa danos endoteliais, estresse oxidativo, inflamação e acúmulo de produtos finais de glicação avançada. A retinopatia diabética, por exemplo, é uma microangiopatia que pode levar à cegueira, enquanto a nefropatia diabética é a principal causa de doença renal crônica terminal. A neuropatia autonômica cardiovascular, embora muitas vezes subestimada, é comum e aumenta o risco de mortalidade. A macroangiopatia afeta grandes vasos, predispondo a infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais. O manejo das complicações crônicas do diabetes baseia-se no controle glicêmico rigoroso, controle da pressão arterial e dislipidemia, e rastreamento regular. O pé diabético, uma complicação comum e grave, exige atenção especial com exames regulares, educação do paciente sobre cuidados com os pés e uso de calçados adequados. A prevenção é sempre a melhor abordagem, e o prognóstico melhora significativamente com a adesão a um plano de tratamento abrangente e multidisciplinar.
O pé diabético é multifatorial, resultando principalmente da neuropatia periférica (perda de sensibilidade), doença arterial periférica (redução do fluxo sanguíneo) e infecção. A neuropatia leva a traumas não percebidos, enquanto a isquemia dificulta a cicatrização e a resposta imune, favorecendo infecções.
O controle glicêmico rigoroso é a pedra angular na prevenção e retardo da progressão de todas as complicações crônicas do diabetes, tanto microvasculares (retinopatia, nefropatia, neuropatia) quanto macrovasculares (doença cardiovascular, AVC). Níveis elevados de glicose causam danos celulares e vasculares ao longo do tempo.
As medidas preventivas incluem o controle glicêmico rigoroso, exame diário dos pés pelo paciente, inspeção regular dos pés por um profissional de saúde, uso de calçados adequados e confortáveis, hidratação da pele dos pés e educação do paciente sobre a importância de evitar traumas e procurar atendimento médico para qualquer lesão.
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