Sinal de Fox: Diagnóstico de Pancreatite Aguda Grave

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025

Enunciado

Qual das seguintes afirmações descreve corretamente o Sinal de Fox e sua relevância no exame físico para diagnóstico diferencial em emergência?

Alternativas

  1. A) O Sinal de Fox é caracterizado por equimoses na região inguinal, indicando pancreatite aguda com possível complicação de hemorragia retroperitoneal.
  2. B) O Sinal de Fox é caracterizado por dor intensa à palpação do quadrante inferior direito do abdômen, sugerindo apendicite aguda.
  3. C) O Sinal de Fox é identificado como uma alteração na pupila, indicando lesão cerebral ou aumento da pressão intracraniana.
  4. D) O Sinal de Fox é uma descoloração azulada ao redor do umbigo, associada a gravidez ectópica rota.
  5. E) O Sinal de Fox é caracterizado por dor ao levantamento do braço contra resistência, sugerindo tendinite do manguito rotador.

Pérola Clínica

Sinal de Fox = equimose inguinal → pancreatite aguda grave com hemorragia retroperitoneal.

Resumo-Chave

O Sinal de Fox, caracterizado por equimoses na região inguinal, é um achado raro, mas grave, em pacientes com pancreatite aguda. Ele indica a presença de hemorragia retroperitoneal significativa, onde o sangue extravasado da cavidade abdominal se dissemina pelos planos fasciais até a região inguinal, sendo um sinal de mau prognóstico.

Contexto Educacional

O Sinal de Fox é um achado raro, mas clinicamente significativo, no exame físico de pacientes com abdome agudo. Ele é caracterizado pela presença de equimoses na região inguinal, que podem ser uni ou bilaterais. Sua relevância primária está na associação com hemorragia retroperitoneal, sendo um indicador de gravidade em condições como a pancreatite aguda necrotizante. Na pancreatite aguda grave, a inflamação e necrose do pâncreas podem levar ao extravasamento de sangue e fluidos para o espaço retroperitoneal. Esse sangue pode então se disseminar pelos planos fasciais, seguindo o trajeto do músculo psoas e atingindo a região inguinal, onde se torna visível como equimose. É um sinal de mau prognóstico, indicando uma condição grave e potencialmente fatal. É crucial para o residente diferenciar o Sinal de Fox de outros sinais de hemorragia retroperitoneal, como o Sinal de Cullen (equimose periumbilical) e o Sinal de Grey Turner (equimose nos flancos). Embora todos indiquem sangramento retroperitoneal, suas localizações específicas podem fornecer pistas sobre a extensão e o trajeto da hemorragia. A identificação precoce desses sinais é vital para o manejo adequado e a estratificação de risco em emergências médicas.

Perguntas Frequentes

O que é o Sinal de Fox e qual sua relevância clínica?

O Sinal de Fox é a presença de equimoses na região inguinal, geralmente unilateral. Sua relevância clínica reside na indicação de hemorragia retroperitoneal, frequentemente associada a pancreatite aguda grave e necrotizante, onde o sangue extravasado se estende pelos planos fasciais até a virilha.

Como o Sinal de Fox se diferencia de outros sinais de hemorragia retroperitoneal?

O Sinal de Fox é específico para a região inguinal, enquanto o Sinal de Cullen se manifesta como equimose periumbilical e o Sinal de Grey Turner como equimose nos flancos. Todos indicam hemorragia retroperitoneal, mas em diferentes localizações de extravasamento superficial.

Qual a fisiopatologia por trás do Sinal de Fox na pancreatite aguda?

Na pancreatite aguda grave, a necrose pancreática pode levar ao extravasamento de sangue e enzimas para o espaço retroperitoneal. Esse sangue pode então dissecar os planos fasciais, como o espaço de Retzius, e se manifestar superficialmente na região inguinal como equimose.

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