CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Qual das doenças pode apresentar pródromo viral?
APMPPE → Pródromo viral (gripe/IVAS) precede lesões placoides amareladas no polo posterior.
A APMPPE é uma síndrome de pontos brancos idiopática que frequentemente ocorre após uma infecção viral sistêmica, sugerindo um mecanismo de hipersensibilidade tardia.
A Epiteliopatia Pigmentada Placoide Multifocal Posterior Aguda (APMPPE) faz parte do espectro das 'White Dot Syndromes'. Sua patogênese envolve a hipoperfusão da coroidocapilar, levando a danos secundários ao EPR e fotorreceptores. A associação com pródromos virais é um marcador clínico importante para diferenciá-la de condições mais agressivas como a Coroidite Serpiginosa. Embora a recuperação visual seja a regra, o diagnóstico diferencial deve excluir síndromes mascaradas e infecções ativas (como sífilis ou tuberculose) que podem mimetizar o aspecto placoide. O acompanhamento com exames de imagem como OCT e Angio-OCT é fundamental para monitorar a integridade das camadas externas da retina durante a fase de resolução.
Cerca de 33% a 50% dos pacientes com Epiteliopatia Pigmentada Placoide Multifocal Posterior Aguda (APMPPE) relatam um evento febril ou sintomas semelhantes aos da gripe (IVAS) semanas antes do início dos sintomas visuais. Isso levanta a hipótese de uma etiologia inflamatória pós-infecciosa ou imunomediada, possivelmente desencadeada por antígenos virais que causam uma vasculite nos capilares da coróide (coroidocapilarite).
A doença caracteriza-se por múltiplas lesões placoides (em forma de placa), branco-amareladas ou acinzentadas, localizadas ao nível do epitélio pigmentado da retina (EPR) e coroidocapilar. As lesões geralmente começam no polo posterior e podem se estender para a periferia média. Na fase aguda, as lesões mostram hipofluorescência precoce e hiperfluorescência tardia na angiografia fluoresceínica (bloqueio inicial e impregnação tardia).
Diferente de outras síndromes de pontos brancos, a APMPPE geralmente tem um prognóstico visual excelente. A maioria dos pacientes recupera a acuidade visual espontaneamente em semanas ou meses, à medida que as lesões placoides resolvem e deixam alterações pigmentares residuais. O tratamento com corticoides é controverso e geralmente reservado para casos com envolvimento foveal grave ou complicações neurológicas raras.
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