APMPPE e Pródromo Viral: Diagnóstico Diferencial

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010

Enunciado

Qual das doenças pode apresentar pródromo viral?

Alternativas

  1. A) Coroidite serpiginosa
  2. B) Epiteliopatia pigmentada placoide multifocal posterior aguda
  3. C) Retinocoroidopatia Birdshot
  4. D) Ciclite heterocrômica de Fuchs

Pérola Clínica

APMPPE → Pródromo viral (gripe/IVAS) precede lesões placoides amareladas no polo posterior.

Resumo-Chave

A APMPPE é uma síndrome de pontos brancos idiopática que frequentemente ocorre após uma infecção viral sistêmica, sugerindo um mecanismo de hipersensibilidade tardia.

Contexto Educacional

A Epiteliopatia Pigmentada Placoide Multifocal Posterior Aguda (APMPPE) faz parte do espectro das 'White Dot Syndromes'. Sua patogênese envolve a hipoperfusão da coroidocapilar, levando a danos secundários ao EPR e fotorreceptores. A associação com pródromos virais é um marcador clínico importante para diferenciá-la de condições mais agressivas como a Coroidite Serpiginosa. Embora a recuperação visual seja a regra, o diagnóstico diferencial deve excluir síndromes mascaradas e infecções ativas (como sífilis ou tuberculose) que podem mimetizar o aspecto placoide. O acompanhamento com exames de imagem como OCT e Angio-OCT é fundamental para monitorar a integridade das camadas externas da retina durante a fase de resolução.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o pródromo viral na APMPPE?

Cerca de 33% a 50% dos pacientes com Epiteliopatia Pigmentada Placoide Multifocal Posterior Aguda (APMPPE) relatam um evento febril ou sintomas semelhantes aos da gripe (IVAS) semanas antes do início dos sintomas visuais. Isso levanta a hipótese de uma etiologia inflamatória pós-infecciosa ou imunomediada, possivelmente desencadeada por antígenos virais que causam uma vasculite nos capilares da coróide (coroidocapilarite).

Quais os achados fundoscópicos típicos da APMPPE?

A doença caracteriza-se por múltiplas lesões placoides (em forma de placa), branco-amareladas ou acinzentadas, localizadas ao nível do epitélio pigmentado da retina (EPR) e coroidocapilar. As lesões geralmente começam no polo posterior e podem se estender para a periferia média. Na fase aguda, as lesões mostram hipofluorescência precoce e hiperfluorescência tardia na angiografia fluoresceínica (bloqueio inicial e impregnação tardia).

Qual o prognóstico visual da APMPPE?

Diferente de outras síndromes de pontos brancos, a APMPPE geralmente tem um prognóstico visual excelente. A maioria dos pacientes recupera a acuidade visual espontaneamente em semanas ou meses, à medida que as lesões placoides resolvem e deixam alterações pigmentares residuais. O tratamento com corticoides é controverso e geralmente reservado para casos com envolvimento foveal grave ou complicações neurológicas raras.

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