ENARE/ENAMED — Prova 2024
Qual é a coloração utilizada na baciloscopia para investigação de hanseníase?
Hanseníase: diagnóstico por baciloscopia utiliza coloração de Ziehl-Neelsen para identificar BAAR.
A baciloscopia para hanseníase utiliza a coloração de Ziehl-Neelsen para identificar o Mycobacterium leprae, um bacilo álcool-ácido resistente (BAAR). Esta técnica é fundamental para o diagnóstico e classificação da doença, especialmente em formas multibacilares.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. O diagnóstico precoce é crucial para interromper a cadeia de transmissão e prevenir incapacidades físicas permanentes. A baciloscopia é um dos pilares diagnósticos, especialmente em áreas endêmicas. A baciloscopia para hanseníase é um exame laboratorial que busca identificar a presença do Mycobacterium leprae em amostras de tecidos. A técnica de coloração utilizada é a de Ziehl-Neelsen, que permite visualizar os bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR) ao microscópio. Essa coloração é fundamental devido à característica da parede celular do Mycobacterium leprae, que retém o corante primário (fucsina) mesmo após a lavagem com solução álcool-ácido. As amostras são tipicamente coletadas de esfregaços intradérmicos de locais como lóbulos das orelhas e cotovelos, além de lesões cutâneas ativas. A positividade da baciloscopia é um critério importante para classificar a hanseníase como multibacilar, o que influencia diretamente o esquema de politerapia a ser instituído. É essencial que o residente compreenda a técnica e a interpretação da baciloscopia para um diagnóstico e manejo adequados da hanseníase.
A coloração de Ziehl-Neelsen é utilizada porque o Mycobacterium leprae, assim como o Mycobacterium tuberculosis, possui uma parede celular rica em lipídios que o torna resistente à descoloração por álcool-ácido, sendo classificado como bacilo álcool-ácido resistente (BAAR).
As amostras são geralmente coletadas de esfregaços intradérmicos da polpa da orelha, cotovelos e lesões cutâneas suspeitas, além de raspado de mucosa nasal em alguns casos.
A baciloscopia confirma a presença do bacilo, classifica a doença como paucibacilar ou multibacilar (o que determina o esquema terapêutico) e monitora a resposta ao tratamento em alguns casos.
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