Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2024
Qual afirmativa correta em relação à vacina do HPV?
Vacina HPV: indicada para vítimas de violência sexual até 45 anos, mesmo fora da faixa etária padrão.
A vacina contra o HPV é uma ferramenta essencial na prevenção de cânceres relacionados ao vírus. Embora a faixa etária padrão seja mais jovem, em situações específicas como vítimas de violência sexual, a indicação se estende até 45 anos para maximizar a proteção.
A vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) representa um dos maiores avanços na prevenção de cânceres relacionados ao vírus, como o câncer de colo de útero, ânus, orofaringe, vulva, vagina e pênis, além de verrugas genitais. A vacina é composta por partículas semelhantes ao vírus (VLPs), que são proteínas da cápside viral sem material genético, o que as torna incapazes de causar infecção, mas altamente imunogênicas. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece a vacina HPV quadrivalente para meninas e meninos em faixas etárias específicas, visando a prevenção primária antes do início da vida sexual. No entanto, as indicações da vacina se estendem a grupos específicos, como pessoas imunocomprometidas (HIV, transplantados) e vítimas de violência sexual, para as quais a vacinação é recomendada em faixas etárias mais amplas, como até 45 anos, devido ao maior risco de exposição e infecção. É importante ressaltar que a vacina é profilática e não terapêutica, ou seja, não trata lesões já existentes ou infecções estabelecidas. Embora seja altamente eficaz na prevenção, a vacina não substitui o rastreamento do câncer de colo de útero (Papanicolau) para mulheres. Os efeitos adversos são geralmente leves e transitórios, como dor no local da injeção, e a síndrome de Guillain-Barré não é um efeito adverso principal ou comprovadamente associado à vacina HPV.
No Brasil, a vacina HPV quadrivalente é oferecida gratuitamente pelo SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Também é indicada para pessoas imunocomprometidas e vítimas de violência sexual em faixas etárias estendidas.
Sim, a vacina HPV, especialmente as mais recentes (quadrivalente e nonavalente), oferece alguma proteção cruzada contra tipos de HPV não incluídos diretamente na sua composição, mas que são geneticamente relacionados aos tipos da vacina.
Não, a vacina HPV é profilática, ou seja, previne a infecção pelos tipos de HPV contidos nela e, consequentemente, o desenvolvimento de lesões e cânceres. Ela não tem efeito terapêutico sobre lesões cervicais intraepiteliais ou infecções por HPV já estabelecidas.
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