Dengue: Reconhecendo os Sinais e Sintomas Chave

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020

Enunciado

Adolescente de 13 anos apresentou, há um mês, quadro clínico de febre elevada, cefaleia retro-orbitária, dor nas costas, mialgia intensa, náuseas e vômitos. Nas primeiras 48 horas de doença, houve discreto exantema macular que empalidecia à pressão. Este quadro durou cerca de uma semana. Dois dias após a febre ter cessado, surgiu novo exantema generalizado, maculopapular, poupando as mãos e pés e que durou quatro dias. A recuperação do paciente foi completa e a primeira hipótese diagnóstica é: 

Alternativas

  1. A) Parvovirose
  2. B) Eritema nodoso
  3. C) Mononucleose infecciosa
  4. D) Dengue

Pérola Clínica

Febre alta, cefaleia retro-orbitária, mialgia intensa e exantema bifásico são clássicos da Dengue.

Resumo-Chave

O quadro clínico descrito, com febre elevada, cefaleia retro-orbitária, dor nas costas, mialgia intensa, náuseas/vômitos, seguido por um exantema bifásico (macular inicial e maculopapular generalizado após a febre), é altamente sugestivo de Dengue. A recuperação completa é comum, mas a doença pode evoluir para formas graves.

Contexto Educacional

A Dengue é uma arbovirose de grande relevância em saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Seu quadro clínico clássico, como o descrito na questão, é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado, prevenindo a progressão para formas mais graves da doença. A apresentação com febre alta, cefaleia retro-orbitária, mialgia intensa e um exantema bifásico é um 'cartão de visitas' da infecção pelo vírus Dengue. Para residentes, é crucial estar atento à epidemiologia local e considerar a Dengue em pacientes com febre e sintomas inespecíficos, especialmente durante períodos de surto. A fase febril é seguida pela fase crítica, onde podem ocorrer sinais de alarme como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e hipotensão, indicando a necessidade de internação e monitorização rigorosa. A fase de recuperação é caracterizada pela melhora dos sintomas e reabsorção de fluidos. O diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas é importante, mas a combinação de sintomas como a cefaleia retro-orbitária e a mialgia intensa, juntamente com o padrão do exantema, geralmente aponta para a Dengue. O manejo é principalmente de suporte, com hidratação adequada e monitorização de sinais de alarme, sendo a educação do paciente e da família essencial para o reconhecimento de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais característicos da fase febril da Dengue?

A fase febril da Dengue é marcada por febre elevada de início súbito, cefaleia (especialmente retro-orbitária), mialgia intensa, artralgia, prostração, náuseas e vômitos. Pode haver também exantema macular discreto.

Como é o padrão do exantema na Dengue?

O exantema na Dengue pode ser bifásico: um exantema macular discreto nas primeiras 48 horas e, após a defervescência, um exantema maculopapular generalizado, que geralmente poupa palmas das mãos e plantas dos pés, e pode ser pruriginoso.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais da Dengue em adolescentes?

Os principais diagnósticos diferenciais incluem outras arboviroses (Zika, Chikungunya), sarampo, rubéola, mononucleose infecciosa, parvovirose, escarlatina e outras infecções virais que cursam com febre e exantema.

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