AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Em relação à Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) é correto afirmar:
PTT = Pentade clássica: anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia, alterações neurológicas, insuficiência renal, febre.
A Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) é uma microangiopatia trombótica caracterizada pela pentade clássica de sintomas, resultante da deficiência grave da enzima ADAMTS13, que leva à formação de trombos plaquetários na microvasculatura.
A Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) é uma doença rara, mas grave, caracterizada por microangiopatia trombótica. É crucial para residentes de clínica médica e hematologia reconhecer seus sintomas e iniciar o tratamento rapidamente, pois a mortalidade é alta se não tratada. A PTT é causada principalmente pela deficiência grave da enzima ADAMTS13, que cliva os multímeros ultragrandes do fator de von Willebrand. A fisiopatologia envolve a formação de trombos plaquetários na microvasculatura, levando à isquemia de órgãos e à destruição mecânica dos eritrócitos (anemia hemolítica microangiopática) e consumo de plaquetas (trombocitopenia). A pentade clássica de sintomas (anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia, alterações neurológicas, insuficiência renal e febre) é um guia diagnóstico importante, embora nem todos os pacientes apresentem todos os cinco. O tratamento da PTT é uma emergência médica e a plasmaferese diária é a terapia de escolha, com corticosteroides e rituximabe como adjuvantes. O reconhecimento precoce e o início imediato da terapia são essenciais para melhorar o prognóstico e reduzir a mortalidade associada à doença.
Os achados laboratoriais incluem trombocitopenia, anemia com esquizócitos no esfregaço de sangue periférico (anemia hemolítica microangiopática), aumento de LDH e bilirrubina indireta, e Coombs direto negativo.
O tratamento de primeira linha é a plasmaferese (troca plasmática terapêutica), que remove os autoanticorpos contra ADAMTS13 e repõe a enzima funcional, interrompendo a formação de trombos.
A deficiência grave da enzima ADAMTS13 (seja congênita ou adquirida por autoanticorpos) impede a clivagem dos multímeros ultragrandes do fator de von Willebrand, que se acumulam e promovem a agregação plaquetária espontânea na microvasculatura, formando trombos.
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