Púrpura Trombocitopênica Imunológica (PTI) Pediátrica: Diagnóstico

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2016

Enunciado

Menina, 3 anos, previamente hígida, apresentou quadro gripal há 15 dias, com boa evolução. Chega à consulta em bom estado geral, sem febre, mas com dores articulares, epistaxe, petéquias no tronco e hematomas nos membros inferiores há 24 horas. O hemograma mostra Hb 11,5g/dL, leucócitos de 12.500/mm³, diferencial normal, plaquetas de 12.000/mm³, com presença de macroplaquetas. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Linfoma.
  2. B) Leucemia linfocítica aguda.
  3. C) Doença de von Willebrand.
  4. D) Púrpura de Henoch-Schönlein. 
  5. E) Púrpura trombocitopênica imunológica.

Pérola Clínica

Criança + infecção viral recente + plaquetopenia isolada + macroplaquetas + sangramento mucocutâneo → PTI.

Resumo-Chave

A Púrpura Trombocitopênica Imunológica (PTI) é um distúrbio autoimune caracterizado pela destruição acelerada de plaquetas. Em crianças, é frequentemente precedida por uma infecção viral, como no caso, e se manifesta com sangramentos mucocutâneos e plaquetopenia isolada com macroplaquetas no hemograma.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imunológica (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas mediada por anticorpos e/ou células T, resultando em trombocitopenia e risco de sangramento. Em crianças, a PTI aguda é a forma mais comum e geralmente ocorre após uma infecção viral, sendo autolimitada na maioria dos casos. O diagnóstico de PTI é de exclusão. A apresentação clínica típica envolve o surgimento súbito de petéquias, púrpuras, equimoses, epistaxe ou gengivorragia em uma criança previamente hígida, frequentemente com histórico de infecção viral nas semanas anteriores. O exame físico geralmente revela apenas os sinais de sangramento, sem hepatoesplenomegalia ou linfadenopatia significativa. O hemograma é fundamental e mostra plaquetopenia isolada (geralmente < 20.000-50.000/mm³), com hemoglobina e leucócitos normais. A presença de macroplaquetas no esfregaço sanguíneo é um achado comum, indicando uma medula óssea responsiva. O tratamento depende da gravidade do sangramento e da contagem plaquetária, podendo incluir observação, imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou corticosteroides. É crucial diferenciar a PTI de outras causas de plaquetopenia, como leucemias, que teriam outras alterações no hemograma.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clínicos sugestivos de Púrpura Trombocitopênica Imunológica em crianças?

Os achados incluem sangramentos mucocutâneos como petéquias, púrpuras, equimoses, epistaxe e gengivorragia, frequentemente precedidos por uma infecção viral.

O que o hemograma de uma criança com PTI geralmente revela?

O hemograma típico mostra plaquetopenia isolada (contagem de plaquetas < 100.000/mm³), com as demais séries (hemoglobina e leucócitos) geralmente normais. A presença de macroplaquetas é comum.

Qual o papel da infecção viral na etiologia da PTI em crianças?

Em crianças, a PTI é frequentemente secundária a uma infecção viral recente, que pode desencadear uma resposta autoimune contra as plaquetas, levando à sua destruição.

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