PTI na Gestação: Via de Parto e Manejo Terapêutico

UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020

Enunciado

Sobre a púrpura trombocitopênica imunológica (PTI), assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A esplenectomia é a melhor opção de tratamento em pacientes que não responderam ao corticóide ou que apresentaram recaída após sua suspensão.
  2. B) Em mulheres gestantes com PTI, a via de parto preferencial é a cesariana pelo risco de sangramento de sistema nervoso central no feto.
  3. C) Devido aos riscos decorrentes ao uso de corticóide em gestantes com PTI, o tratamento de escolha deve ser a imunoglobulina humana.
  4. D) Em crianças com PTI e quadro clínico mais grave, o tratamento com corticóide poderá ser instituído após a realização do mielograma para descartar leucemia aguda.
  5. E) A imunoglobulina induz boa resposta no paciente com PTI mas é temporária.

Pérola Clínica

PTI em gestante: via de parto vaginal é preferencial se plaquetas > 50.000/mm³, cesariana não reduz risco fetal.

Resumo-Chave

Na PTI em gestantes, a via de parto preferencial é a vaginal, desde que a contagem de plaquetas maternas seja segura (>50.000/mm³). A cesariana não demonstrou reduzir o risco de hemorragia intracraniana fetal e deve ser reservada para indicações obstétricas ou plaquetopenia materna muito grave.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imunológica (PTI) é um distúrbio autoimune caracterizado pela destruição de plaquetas mediada por anticorpos, resultando em trombocitopenia e risco de sangramento. Em gestantes, a PTI pode ser um desafio, pois o manejo deve considerar a segurança tanto da mãe quanto do feto. A via de parto é um ponto crítico no manejo da PTI em gestantes. Contrariamente à crença popular, a cesariana não é a via de parto preferencial para prevenir hemorragia intracraniana fetal. Estudos demonstram que o risco de sangramento fetal não é significativamente reduzido pela cesariana e que a via vaginal é segura se a contagem de plaquetas maternas estiver acima de um limiar seguro (geralmente > 50.000/mm³). A decisão deve ser individualizada, considerando a contagem plaquetária materna, a presença de sangramento ativo e a preferência da paciente. O tratamento da PTI em gestantes geralmente envolve corticoides (prednisona) e/ou imunoglobulina humana intravenosa (IGIV), que são considerados seguros durante a gravidez. A esplenectomia é uma opção para pacientes refratários, mas raramente é realizada durante a gestação. Em crianças, o mielograma é reservado para casos atípicos ou para excluir outras causas de trombocitopenia antes de iniciar o tratamento com corticoides, especialmente para descartar leucemia aguda.

Perguntas Frequentes

Qual a via de parto recomendada para gestantes com PTI?

A via de parto vaginal é a preferencial para gestantes com PTI, desde que a contagem de plaquetas maternas seja superior a 50.000/mm³. A cesariana é reservada para indicações obstétricas ou plaquetopenia materna muito grave.

Quais são as opções de tratamento para PTI em gestantes?

O tratamento de primeira linha para PTI em gestantes inclui corticoides (prednisona) e imunoglobulina humana intravenosa (IGIV). A esplenectomia é raramente considerada durante a gravidez.

Quando o mielograma é indicado na avaliação da PTI em crianças?

O mielograma é indicado em crianças com PTI atípica, como aquelas com achados clínicos incomuns, resposta insatisfatória ao tratamento inicial, ou para excluir outras causas de trombocitopenia, como leucemia aguda.

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