PTI Pediátrica: Diagnóstico e Manejo da Trombocitopenia Pós-Viral

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

Criança com 2 anos de vida, histórico prévio de diarreia autolimitada há 15 dias, evoluiu com quadro súbito de petéquias no tronco e membros, bom estado geral e sem outros achados no exame físico. Hemograma com alteração apenas na contagem de plaquetas - 4.000/mm³ e presença de macroplaquetas no esfregaço do sangue periférico. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Púrpura de Henoch-Schoenlein.
  2. B) Púrpura amegacariocítica.
  3. C) Síndrome de Wiskott-Aldrich.
  4. D) Hemofilia.
  5. E) Púrpura trombocitopênica imunológica.

Pérola Clínica

PTI pediátrica pós-viral → trombocitopenia grave com macroplaquetas e bom estado geral.

Resumo-Chave

A Púrpura Trombocitopênica Imunológica (PTI) em crianças frequentemente segue uma infecção viral (como diarreia), manifestando-se com trombocitopenia grave e petéquias, mas geralmente com bom estado geral e macroplaquetas no esfregaço, indicando produção medular compensatória.

Contexto Educacional

A Púrpura Trombocitopênica Imunológica (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção plaquetária insuficiente. Em crianças, a forma aguda é a mais comum, frequentemente precedida por uma infecção viral (respiratória ou gastrointestinal) em 70-80% dos casos, sendo uma das causas mais frequentes de trombocitopenia isolada na infância. É crucial para residentes reconhecerem essa condição devido ao risco de sangramentos. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos contra glicoproteínas da superfície plaquetária, levando à sua destruição pelo sistema reticuloendotelial, principalmente no baço. O diagnóstico é de exclusão, com hemograma mostrando trombocitopenia isolada e, frequentemente, macroplaquetas no esfregaço periférico, indicando uma medula óssea responsiva. A ausência de outros achados no exame físico e o bom estado geral são importantes para diferenciar de outras causas de plaquetopenia. O tratamento da PTI em crianças varia conforme a gravidade. Muitos casos leves são autolimitados e podem ser apenas observados. Para sangramentos clinicamente significativos ou plaquetas muito baixas (<20.000/mm³), corticosteroides (prednisona) ou imunoglobulina intravenosa (IVIG) são as terapias de primeira linha para aumentar rapidamente a contagem plaquetária e reduzir o risco de hemorragias graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da Púrpura Trombocitopênica Imunológica em crianças?

A PTI em crianças tipicamente se manifesta com petéquias, equimoses e sangramentos mucosos, geralmente após uma infecção viral, com o paciente mantendo bom estado geral.

Como é feito o diagnóstico de Púrpura Trombocitopênica Imunológica?

O diagnóstico da PTI é de exclusão, baseado na trombocitopenia isolada (plaquetas < 100.000/mm³) em um paciente sem outras causas identificáveis de plaquetopenia, frequentemente com macroplaquetas no esfregaço.

Qual a conduta inicial para uma criança com suspeita de PTI?

A conduta inicial depende da gravidade do sangramento. Em casos leves, pode-se observar. Em sangramentos moderados a graves ou plaquetas muito baixas, corticosteroides ou imunoglobulina intravenosa são opções.

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