HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Uma criança de 5 anos é atendida no ambulatório por gengivorragia após escovação de dentes, episódios que se repetiam há 3 dias. Havia apresentado tosse, coriza hialina, diarreia e febrícula na semana passada. Ao exame físico, a criança está em bom estado geral, observando-se a presença de petéquias em pescoço e pálpebras e hematomas em ambos os membros inferiores. Seus principais exames complementares mostram ecografia abdominal normal, hemoglobina de 11g/dl, leucócitos de 8.300/mm3 sem formas jovens e plaquetas de 21.000/mm³. A hipótese diagnóstica mais provável é:
PTI pediátrica → trombocitopenia isolada pós-infecção viral, com sangramentos mucocutâneos.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) em crianças frequentemente se manifesta após uma infecção viral, caracterizada por trombocitopenia isolada e sangramentos mucocutâneos como petéquias, equimoses e gengivorragia, sem outras alterações significativas no hemograma.
A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma desordem autoimune caracterizada pela destruição acelerada de plaquetas e/ou produção inadequada, resultando em trombocitopenia. Em pediatria, a PTI aguda é frequentemente precedida por uma infecção viral, sendo uma das causas mais comuns de plaquetopenia isolada em crianças. É crucial para o residente reconhecer essa condição devido ao risco de sangramentos. O diagnóstico da PTI é de exclusão. A história clínica de infecção viral recente, a presença de sangramentos mucocutâneos (petéquias, equimoses, gengivorragia) e a trombocitopenia isolada no hemograma (com hemoglobina e leucócitos normais) são achados típicos. O mielograma geralmente não é necessário, a menos que haja atipias ou suspeita de outras condições. O tratamento da PTI em crianças depende da gravidade do sangramento e do número de plaquetas. Muitos casos são autolimitados e requerem apenas observação. Em casos de sangramento grave ou plaquetas muito baixas, podem ser utilizados corticoides, imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou anti-RhD. Esplenectomia é rara em pediatria e reservada para casos refratários.
A PTI em crianças manifesta-se com sangramentos mucocutâneos como petéquias, equimoses, gengivorragia e epistaxe, geralmente após uma infecção viral, com trombocitopenia isolada.
A conduta inicial envolve a confirmação da trombocitopenia isolada, exclusão de outras causas e avaliação da gravidade do sangramento. O tratamento pode variar de observação a imunoglobulina ou corticoides.
A PTI é um diagnóstico de exclusão. É crucial descartar outras citopenias, alterações morfológicas em esfregaço, doenças sistêmicas, malignidades e efeitos de medicamentos, além de considerar a história clínica de infecção viral prévia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo